"Assunção Cristas promete tudo a toda a gente, mas quando foi governo não fez nada” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 23 abril, 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 23 de abril, abordou aos microfones da Rádio Campanário a “acordo” anunciado por Catarina Marins sobre o fim das parcerias público privadas, que o governo desmente, os incidentes e interrupções com os jovens ambientalistas na festa do partido socialista, as greves dos motoristas de pesados e ainda o custo das eleições europeias.

No que concerne ao anúncio de Catarina Martins sobre um suposto “acordo” com o governo para o fim das parcerias público privadas, que já foi negado pelo governo, o eurodeputado considera que “todos estão a contar uma parte da verdade”. Carlos Zorrinho considera que “a discussão não dever ser a existência das PPP’s, mas sim a garantia que essas PPP’s são de interesse público”.

O eurodeputado afirma “eu sou a favor da gestão pública” e considera que “o interesse público está em primeiro lugar, independentemente da gestão ser pública ou privada”.

Relativamente aos “aviões de papel” e protestos contra o novo aeroporto do Montijo que marcaram a festa do partido socialista, Carlos Zorrinho considera que “quando foi do aeroporto da Ota também existiu contestação”, acrescentando que “não me passa pela cabeça que se construa um aeroporto sem que estejam garantidas todas as condições de segurança, técnica e de mitigação ambiental”.

O eurodeputado afirma convictamente aos nossos microfones que “tenho a certeza que precisamos de um novo aeroporto”, acrescentando que “somos cada vez mais um país capaz de atrair empresas, investimento e turismo (…) não podemos ter um gargalo do ponto de vista da nossa acessibilidade aérea”.

No que respeita ao anúncio de greve por parte dos motoristas de carga, Carlos Zorrinho considera que “toda esta questão está relacionada com a fragmentação sindical”. O eurodeputado realça que na sua opinião “quando se cede a uma categoria, é normal que as outras vão atrás”.

Carlos Zorrinho considera que “o mundo está a mudar, existem movimentações inorgânicas como é o caso dos coletes amarelos em França”, acrescentando que “os novos sindicatos” que resultam de divisões em grandes centrais sindicais “são exemplos da fragmentação da sociedade”.

O eurodeputado considera que em virtude destes novos acontecimentos “vamos ter que ter uma nova atitude, ouve um colapso psicológico e temos de ser aliados da solução”.

Naquilo que concerne ás declarações de Assunção Cristas que refere que “o governo não sabe e não está preparado para governar”, e de Rui Rio que referiu “que o governo não podia ter feito mais em relação ás greves dos motoristas”, Carlos Zorrinho considera que “o Dr. Rui Rio teve muito mais bom senso”, acrescentando que “o CDS e Assunção Cristas prometem tudo a toda a gente, mas quando foi governo não fez nada”.

Para finalizar a revista de imprensa a Campanário procurou saber a opinião de Carlos Zorrinho relativamente ao custo de 5 milhões de euros das eleições europeias. O eurodeputado refere que “a democracia nunca é cara, agora espero é que os partidos usem bem essas verbas”. No que concerne ás sondagens que apresentam o PS em queda, Carlos Zorrinho desvaloriza as sondagens referindo que “estou muito otimista” e reitera a sua “confiança nos portugueses”.

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