"O tribunal agiu bem, isto não pode acontecer, seja o PCP em Vila Viçosa, o PSD ou o CDS em qualquer outro local" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 04 abril, 2019

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 4 de abril, abordou aos microfones da Rádio Campanário o pedido de demissão, rejeitado pelo ministro do ambiente, de Armindo Alves primo do seu secretário de estado, falou também sobre o envio por parte do PS, da auditoria sobre um alegado desvio de fundos no Parlamento Europeu, finalizando a sua rúbrica semanal com um comentário sobre a perda de mandato dos autarcas de Vila Viçosa.

Nuno Melo considera todas as ligações familiares no governo “um escândalo”, considerando que temos “um governo de 50 pessoas de 20 famílias, ou seja, um caso de endogamia”. O eurodeputado considera válido argumento “as pessoas que são competentes não podem ser prejudicadas por serem familiares de outras”, mas ressalva que “num país de 10 milhões de pessoas e quando temos hoje a geração mais qualificada de sempre, as pessoas competentes não se encontram apenas dentro do núcleo familiar do partido socialista”

O eurodeputado não deixa de lamentar que “dentro do estado tenhamos o núcleo restrito que rodeia António Costa”, no entanto “ainda existem pessoas com alguma decência, como o caso do professor Vital Moreira, que compreende que isto seja inqualificável”. Nuno Melo diz que “o PS fala muitas vezes na ética republicana, esse conceito surgiu durante a primeira república e era contra uma ética de privilégios e de beneficiação”, considerando todas as ligações familiares que temos no Governo o eurodeputado diz que “os socialistas fazem no governo aquilo que nenhum rei fez em Portugal”. Nuno Melo afirma “parece que fora dessas 20 famílias não existem pessoas competentes em Portugal”.

Sobre a auditoria enviada pelo PS para o DIAP acerca de um alegado desvio de fundos, Nuno Melo considera que “a utilização indevida de recursos públicos deve ser punida, quem o fizer tem de ser responsabilizado por tal e a justiça existe para isso mesmo”. O eurodeputado afirma aos microfones da Campanário que “devemos esperar que a justiça atue, respeitando sempre o princípio da presunção de inocência”.   

O eurodeputado finalizou a sua rúbrica semanal aos nossos microfones abordando a perda de mandato dos autarcas calipolenses, decretada pelo tribunal na sequência do empréstimo do autocarro da autarquia a um dos sindicatos.

Nuno Melo diz-nos que “foi respeitado o princípio do contraditório, foram ouvidas todas as partes e a justiça sentenciou”, para o eurodeputado a sentença “foi bastante pedagógica naquilo que deve ser a ideologia política”, isto é, “a política não pode instrumentalizar o erário público, os recursos públicos, os funcionários públicos para atacar outros partidos políticos. Isso revela a mais absoluta promiscuidade”.

O eurodeputado considera que esta situação “ajuda a perceber muitas das coisas que aconteceram no anterior governo”, dizendo que “a maior parte das manifestações promovidas pela CGTP que é muito ligada ao PCP eram reforçadas por autarquias, ou melhor por autarcas comunistas que usavam o dinheiro público (uma vez que um trabalhador quando vai para manifestações está a ser pago por um trabalho que não faz) para apoiar estas ações”.

Nuno Melo considera este uso de bens públicos “absolutamente abjeto e pensa que o tribunal agiu bem, estas situações não podem acontecer, falamos do partido comunista em Vila Viçosa, mas isto vale para o PSD ou para o CDS em qualquer outro sítio”.        

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