“A Câmara de Évora forçou o seu assunto com a revogação de competências” das escolas, “mas numa altura errada” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 17 setembro, 2018

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 17 de setembro de 2018, comentou o o encerramento de três escolas em Évora, no arranque do ano letivo, o estado da Educação em geral no país e terminou a sua análise com um olhar sobre o “desinvestimento” na “formação de médicos” da Saúde.

“Estamos aqui no arranque de ano letivo já cheio de complicações”, como é o caso de Évora, que tem “a situação mais crítica”, com um “braço de ferro, por causa da falta de auxiliares e na procura de haver mais, criou-se aqui um braço de ferro entre a Câmara e o Ministério da Educação e o resultado é que hoje temos três escolas fechadas em Évora” que “fecharam propositadamente por falta de pessoal”. As escolas em concreto foram a André de Resende, Manuel Ferreira Patrício e Conde de Vilalva, onde “estamos a falar de cerca de dois mil alunos que não sabem quando é que vão ter aulas”, lamenta o social-democrata.

Por isso, neste “braço de ferro, que já dura há três anos”, “a Câmara de Évora forçou o seu assunto com a revogação de competências, mas numa altura errada”. Pelo que, “corre tudo mal, porque o Ministério da Educação não arranja soluções” e “corre tudo mal porque os timings escolhidos para fazer isso são os piores timings”.

Uma situação que “tem implicações nas vidas dos pais, que trabalham e não sabem onde é que vão colocar os filhos e também na vida dos outros auxiliares, porque alguns estão a ser deslocados de escolas para outras escolas”, para “que as outras escolas possam funcionar”.

Por isso, “não vejo outra forma de resolver o assunto que é compensar as escolas com pessoal”, diz António Costa da Silva.

No que diz respeito à entrevista de Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Educação, ao Público, o deputado do PSD diz que este “diz um disparate enorme”, sendo “apanágio do governo, não só enganar os portugueses, como enganar a própria geringonça”, no que diz respeito aos aumentos e progressão das carreiras dos professores.

Pelo que “estamos perante um embaraço que o governo criou, que o levou à mentira”, pois, de “orçamento em orçamento de estado, compromete-se com um conjunto de medidas com os seus parceiros” que “depois no resultado final, ou há cativações ou não é cumprido”.

Por fim, sobre a renovação dos médicos de urgências, onde 20% tem uma idade superior a 55 anos, abdicando do direito de dispensa do serviço, António Costa da Silva considera essa disponibilidade positiva, pois “a diversidade é tão grande” e “a complexidade das doenças e dos problemas que surgem de acidentes é tudo tão diferente, tão complexo” no serviço de urgências, “que o nível de exigência e até de stress é muito maior”.

Por isso, “ainda bem que temos esses médicos”, caso contrário “a nossa situação era muito mais grave”, uma vez que “tem havido um desinvestimento forte” na Saúde, onde “o principal desinvestimento é ao nível da falta de formação de médicos”.

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