17 novembro, 2018
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“A paz que o governo dizia que conquistou com os seus parceiros, parece que morreu” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 25 junho, 2018

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 25 de junho, falou das ameaças da CIP sobre as alterações ao acordo de Concertação Social e das imparidades de cerca de 500 milhões de euros da Ongoing no Novo Banco, intervencionado pelo Estado.

No que diz respeito aos entendimentos em Concertação Social, António Costa da Silva considera que “o governo é um mediador” do “entendimento entre trabalhadores e empregadores”, por isso “quanto menos se meter nesta situação, melhor”. “Se o governo meter pouco o nariz, melhor”, por isso, “querer trazer isso para a Assembleia da República, parece-me errado”.

Questionado sobre qual o apoio mais difícil de obter no Parlamento, perante a desunião à Esquerda, o deputado social-democrata afirma que “quem semeia ventos, colhe tempestades”, pelo que os entendimentos feitos pelo PS com a “extrema Esquerda, para conseguir apoio maioritário, “fogem muito às lógicas da governação” e “às lógicas europeias”, assim como também “não respondem àquilo que são os acordos com que estamos comprometidos” e esse “é um problema que o PS semeou e que agora vai colher”, até para o “próximo Orçamento de Estado”.

Pelo que “estou convencido que, quando chegar a hora da verdade (…) o pendente vai ser para o lado do PS ceder nalgumas matérias e entender-se com aqueles que o têm suportado nos últimos anos”.

Ao mesmo tempo, perante esta possível instabilidade, António Costa da Silva considera “instabilidade temos vindo a ver nos últimos tempos, basta ver as greves que temos tido em vários domínios, quer da administração pública, quer dos privados, em diferentes sectores”, o que “significa que há instabilidade”. “Aquela paz que o governo dizia que conquistou com os seus parceiros, parece que essa paz morreu”, sublinha.

Sobre as dívidas deixadas pela Ongoing no Novo Banco, de 493,5 milhões de euros, o deputado social-democrata realça que “cada vez que nós aplicamos dinheiro nos bancos, no sistema financeiro, para tapar buracos que alguns irresponsavelmente têm vindo a criar, significa que não podemos utilizar o dinheiro” em matérias sociais. O que “são erros que nós não podemos continuar a cometer”.

Além disso, “cada vez que vai dinheiro público, do Estado para o sistema financeiro, e neste caso dependente do estado, sabemos que é dinheiro que não está a ser utilizado para áreas sociais e da função propriamente do estado”, pelo que “isso preocupa-nos imenso”, admite António Costa da Silva.

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