14 outubro, 2019
Nuno Rocha
Madrugar
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“A política da dívida pública do Governo é a casa de palha dos três porquinhos, basta os especuladores soprarem e vai tudo para o maneta” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 22 maio, 2019

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 22 de maio, abordou aos microfones da Rádio Campanário os mais recentes resultados das sondagens para as eleições europeias, os dados avançados que colocam Portugal como o país com a eletricidade mais cara da Europa e ainda o processo relativo ás reformas dos trabalhadores das pedreiras.

Relativamente aos resultados das sondagens, João Oliveira considera que “a CDU tem sido a terceira força mais votada”, manifestando a sua opinião de que “as pessoas não se devem deixar levar pelas sondagens”. Apesar de as sondagens colocarem a CDU como quarta força política, com apenas 8%, o deputado desvaloriza os dados e refere que “se forem como no passado iremos ter 50% a mais”.

João Oliveira refere aos microfones da Campanário que “o que tenho visto e ouvido é um grande apoio ao partido”, mostrando-se “agradavelmente surpreendido com o reconhecimento do nosso candidato”. Apesar dos números avançados pelas sondagens, o deputado refere que “as sondagens traduzem um pouco do reconhecimento do candidato João Ferreira”, não deixando de referir que “a CDU não tem acesso aos grandes meios de comunicação social”, o que não deixa de ser um obstáculo em termos de “projeção mediática”.

A “mobilização para o voto de muita gente que não quer ir votar” é apontada por João Oliveira como uma das metas da CDU, o deputado mostra-se “preocupado com a abstenção”. João Oliveira refere que “esta eleição tem sido muito nacionalizada”, considerando que “as questões nacionais são muitas vezes indissociáveis das questões europeias”.

Questionado pela RC sobre a “bandeira de campanha da CDU”, onde se exige a renegociação da dívida, João Oliveira considera que “isto não é algo que o PCP se tenha lembrado e tenha caído dos céu aos trambolhões, a renegociação da dívida é uma proposta concreta com vários exemplos de aplicação ao longo da história”. Ainda sobre a questão da dívida e dos juros mais baixos de sempre anunciados pelo governo, o deputado considera que “a política do governo relativa ao assunto da dívida pública é como a história dos três porquinhos”, apontando “a política de dívida pública como a casa de palha, e no dia em que os especuladores se lembrarem de soprar lá vai a casa para o maneta”.

Relativamente aos cortes anunciados nos fundos europeus, João Oliveira explica que “os fundos europeus são uma pequena compensação pelas perdas do país”, acrescentando que “sem cortes os fundos não conseguem compensar, com cortes vão significar uma dificuldade ainda maior do país compensar as suas perdas”, afirmando a “exigência por parte da CDU no reforço dos fundos comunitários”.

No que respeita ao preço da eletricidade em Portugal, apontado como o mais elevado na União Europeia, João Oliveira refere que “pagamos uma das faturas mais caras quando temos dos rendimentos mais baixos”, justificando tal facto com “uma coisa mágica do governo do PSD e do CDS trouxeram para o nosso país, como imposição da União Europeia, que foi a liberalização dos mercados elétricos”. Para o deputado “a privatização do mercado energético que anunciava a descida dos preços revelou-se uma mentira”. João Oliveira refere ainda que “as faturas escondem os ganhos e as rendas de que beneficiam as grandes empresas do setor, e que consequentemente empurram os preços da energia muito para cima”.

O deputado finalizou a sua rúbrica semanal aos microfones da Campanário abordando as demoras na resolução das reformas dos trabalhadores das pedreiras. João Oliveira refere que “este processo chegou a uma fase em que aquilo que tinha de ser tratado para esta classe profissional já foi resolvido. O deputado afirma que “o problema que temos agora é um problema geral que afeta todos os trabalhadores que aguardam a suas reformas”, justificando que “faz 2 anos que o centro nacional de pensões não tem trabalhadores suficientes para darem resposta aos inúmeros pedidos que lhe chegam”.

Relativamente ás questões da alínea que refere o perímetro da pedreira, João Oliveira, refere que foi uma imposição do governo, “estando o PCP pronto a intervir caso se verifique alguma situação que viole a portaria”.

 

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