A posição do primeiro ministro "é um ultraje e a maior aldrabice que já vi na política" (c/som)

Revista de Imprensa 06 maio 2019

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 6 de maio de 2019, abordou aos microfones da Rádio Campanário os mais recentes acontecimentos na Venezuela e toda a “crise” política em resultado do tempo de serviço dos professores.

António Costa da Silva considera que “o presidente Guaidó é um presidente eleito”, o deputado considera que “Guaidó foi eleito, Maduro ao perder a maioria na assembleia nacional decidiu criar um órgão paralelo onde estão todos aqueles que o apoiam”. O deputado considera que esta situação “retirou a democracia da Venezuela”.

O parlamentar considera que “o regime de Maduro não aceita esta posição de Guaidó e instala-se toda esta confusão”, para António Costa da Silva “Maduro tem consigo as tropas do país e isso tem sido o fator impeditivo da queda do seu regime”. O deputado diz que “Guaidó vai tentando com a população que esta situação se altere, mas é extremamente difícil sem o apoio dos militares”, António Costa da Silva diz-nos que “Guaidó com os meios que tem vai tentando mudar a situação”, deixando a garantia de que “é preciso evitar um banho de sangue a todo o custo”.

Relativamente ao tempo de serviço dos professores e toda a crise política que se instalou em torno do tema, António Costa da Silva diz que “é um ultraje que estamos a viver, é a maior aldrabice que eu já conheci em termos políticos”. O deputado explica depois que “o governo decidiu que a reposição do tempo de serviço não atingisse os tais 9 anos”, no entanto “a assembleia da república não concordou e fez uma apreciação parlamentar” onde todos os partidos apresentaram as suas propostas.

O deputado afirma que “o PSD tem duas grandes condições, a primeira é a reposição global e a segunda é garantir que essa reposição não ponha em causa as contas públicas do país”. António Costa da Silva não coloca de parte a hipótese “de reposição faseada” e num contexto de “crescimento económico forte”. O deputado conta que “algumas das propostas do PSD foram chumbadas”, no entanto “esta votação de quinta feira não é uma votação final”.

António Costa da Silva afirma que “se as condições do PSD, nomeadamente o equilíbrio das contas não for aceite, nós nunca votaríamos favoravelmente”. O parlamentar considera que “o primeiro ministro sem conhecer o diploma decidiu demitir-se”, António Costa da Silva considera que “estivemos perante um ultraje, uma vergonha aquilo que aconteceu”, pois, “esta teatrada que o primeiro ministro fez é vergonhosa”, justificando as suas palavras com o facto “não existiu ainda nenhuma votação final”. O deputado considera que “este primeiro ministro dá-se a tudo para não perder o poder (…) não se demitiu quando morreram 100 pessoas nos incêndios, não se demitiu quando a estrada de Borba caiu, posto isto não merece ser primeiro ministro e Portugal não precisa de Costa para nada”.  

Quando questionado pela RC sobre se existiu um aproveitamento político da situação por parte do PS, António Costa da Silva diz que “é claro”, acrescentando que “a campanha das europeias está a ser um fracasso, o family gate é uma vergonha nacional e o primeiro ministro entendeu que com esta farsa podia fazer o que bem entendia”.

Na opinião do deputado toda esta situação “vai correr mal ao governo” e “é uma tristeza tudo isto, não tenho palavras para toda esta farsa que estamos a ver”.   

                  

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