16 novembro, 2018
Augusta Serrano
Ecos da Planura
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“A Segurança Social está bem e recomenda-se financeiramente” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 26 outubro, 2018

O membro do Bloco de Esquerda (BE) Romão Ramos apresentou hoje, dia 26 de outubro, no seu espaço de comentário à sexta-feira, a sua visão acerca do protesto dos polícias que juntou forças de Segurança do País, bem como alguns temas debatidos em Assembleia.

Tendo como pano de fundo a revolta, por assim dizer, o membro do BE considera que estes casos “são situações de uma Democracia musculada”, pois é denotado que “durante alguns anos não foi possível haver sindicatos profissionais” que defendessem estes interesses.

Romão Ramos afirma ainda que “é de saudar a forte presença de trabalhadores da PSP, da G.N.R, da Guarda Prisional, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (S.E.F.), as polícias portuguesas que fazem o seu trabalho todos os dias, pela ordem pública e por cumprir a Legislação Nacional”, acrescentando que “também são trabalhadores e têm direito a lutar por melhores salários e melhores condições de trabalho, e fizeram-no ontem de uma forma pacífica em frente à Assembleia da República (…) e, para quem a frequenta com regularidade sabe que, naquele espaço, há algumas situações propícias a maior tensão”.

O bloquista diz considerar justas estas reivindicações por defenderem por si só políticas muito específicas, nomeadamente “denominadores comuns” como sendo a falta de efetivos com que atualmente se deparam estas entidades. Acentua ainda que “são totalmente justas no que concerne ao congelamento das suas carreiras”, tornando-se fulcral para estes fazerem-se ouvir e tornar plenos estes seus direitos, não abdicando deles.

Relativamente ao Orçamento de Estado para o ano de 2019, este membro do BE relata que com a sua vigência, “estas reivindicações podem vir a ser colmatadas”.

Com enfoque na greve da função pública, aproveitou para “enviar uma calorosa saudação a todos os funcionários da administração Local e Central que trabalham no Alentejo que estão a prescindir de parar o seu trabalho para dar uma clara resposta aos governantes”, pois no seu entender e do BE é, por assim dizer, um sinal justo de ponderação.

“O Governo anunciou que tem 50 milhões de euros para aumentar os trabalhadores”, porém o que não está acordado e coerente é que os funcionários públicos têm as suas carreiras congeladas há praticamente dez anos, bem como a sua progressão nessa mesma carreira, “sendo os trabalhadores mais sacrificados após a intervenção da Troika”.

O BE sendo apologista deste Orçamento reconhece a necessidade de “uma retoma progressiva de direitos aos trabalhadores” e defende que “há muitas coisas que têm conseguido nos últimos anos, entre as quais o sinal maior são as medidas que visam a passagem de capital para devolução de rendimentos para os trabalhadores”.

Romão Ramos diz que “é importante criarem-se políticas mais robustas que deem resposta a todas as necessidades que até agora pareciam não serem priorizadas, e para as classes sociais portuguesas mais desfavorecidas”.

Romão estabeleceu ainda, em conversa com esta estação emissora, que no que diz respeito à Segurança Social e a ideia associada de que as pessoas um dia poderão não ter acesso a reformas, que pelo que os técnicos lhe transmitiram a ele e ao seu partido, “a Segurança Social está bem e recomenda-se financeiramente”. Sublinhando que “há sempre (…) esta névoa que se tenta criar com a aproximação de cada legislativa, que é esta história que a Segurança Social está em pré-colapso e um dia as pessoas podem não ter direito à sua reforma e, portanto, a todo o dinheiro”.

Nas suas palavras “isto é uma encenação que a Direita já faz há montes de anos em Portugal, porque tem o objetivo (…) da privatização Segurança Social”.  Algo que “correu super mal em todos os países em que foi ensaiado até agora”.

Por fim, Romão Ramos, esclareceu ainda, sobre a medida de equivalência dos trabalhadores das pedreiras ao regime de pensões dos trabalhadores de fundo de mina, que o mesmo se destina apenas aos trabalhadores da extração e não da transformação, dizendo que “o Governo é que não aceitou que os trabalhadores da transformação fossem abrangidos”. Porém, o seu partido acredita ser possível ainda alterar o projeto de lei na discussão na especialidade.

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