Acordo com PSD, só se os Partidos à esquerda “não estivessem disponíveis”, diz Carlos Zorrinho no seu comentário semanal (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 16 janeiro, 2018

O eurodeputado Carlos Zorrinho no seu comentário semanal, habitualmente terça-feira mas realizado esta quarta-feira, dia 16 de Janeiro, começou por falar sobre as consequências nas exortações do julgamento do ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, em que realça “uma separação clara entre o poder político e o poder judicial”, ao qual

O Governo “não pode influenciar” aquilo que é da “estrita competência” dos tribunais, afirmou Carlos Zorrinho, sustentando o poder judicial “tem que ter toda a liberdade de tomar a decisão justa”, embora reconheça que “ninguém gosta de perder exportações”.

Sobre as notícias que aponta que há trabalhadores precários do Estado a serem dispensados embora estejam à espera da resposta ao programa de vínculos na administração pública (PREVPAP), Carlos Zorrinho diz que “é preciso é acelerar o mais possível essa integração”, desejando que não haja “nenhum procedimento que possa prejudicar esse facto”.

No que diz respeito à vitória de Rui Rio para a presidência do PSD, a opinião do eurodeputado socialista é de que “para o Governo é indiferente”, e o candidato à liderança dos sociais-democratas ao admitir a possibilidade de acordos com o PS “terá influenciado de alguma maneira os militantes do PSD”.

Questionado sobre a possibilidade de um acordo entre PS e PSD, Carlos Zorrinho diz que “a solução natural é que haja acordo à esquerda e que esta solução, que tem funcionado bem, continue”, acrescentando que qualquer análise sobre uma eventual posição diferente “só fará sentido num cenário em que, ou o Bloco de Esquerda ou o partido Comunista não queiram continuar numa solução”, caso seja necessário algum tipo de negociação, frisou.

Segundo Carlos Zorrinho, os acordos “dependem destes três Partidos”, não excluindo uma vitória com maioria absoluta, e mesmo com uma maioria absoluta os socialistas “esperam ter o apoio [do BE e CDU] para pôr em prática o programa do Governo”, acrescentando que “se estes Partidos não estivessem disponíveis é que se deveria ter que passar a outra solução”.

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