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Acordos “devem ser cumpridos”, diz Carlos Zorrinho sobre o descongelamento de carreiras na educação (c/som)

Revista de Imprensa 13 Mar. 2018

O eurodeputado Carlos Zorrinho, no seu comentário semanal desta terça-feira, dia 13 de Março, começou por falar sobre as 339 mil penhoras de contas bancarias que ultrapassa um valor superior a mil milhões, dizendo que “as taxas de juro estão baixas e as famílias são, muitas vezes, induzidas ao consumo”, uma situação que tem “o reverso da medalha”.

“É evidente que há famílias com rendimento muito baixo e acabam por se endividar”, referiu o eurodeputado socialista, relembrando que “há muita gente que se endivida com aquilo que não é absolutamente necessário”.

Segundo Carlos Zorrinho, a economia é “muito baseada na confiança”, mas há que diferenciar “a confiança para investir, para os casais terem mais filhos ou para acreditarmos no país” da confiança que leve a um endividamento sobretudo “numa altura em que as taxas de juro não são controladas por nenhum Governo”, acrescentou.

Questionado sobre as greves anunciadas pelos sindicatos para esta semana, o comentador da RC refere que o problema “está no grau, na velocidade e profundidade” do processo de descongelamento das carreiras, referindo que “o Governo deve ter em conta o equilíbrio das contas públicas”.

Quanto ao acordo entre o Governo e os sindicatos assinado a 18 de Novembro, o eurodeputado Carlos Zorrinho sublinha que “o que foi acordado deve ser cumprido”, resta apurar se “deixa graus de liberdade” para a negociação ou se foi “taxativo”.

No que diz respeito às vias férreas em Portugal, em que o relatório da Infraestruturas de Portugal que aponta a 60% das linhas com desempenho medíocre ou mau, Carlos Zorrinho reconhece que “é uma questão que tem que ser reparada rapidamente”, referindo que “é uma questão que não é deste Governo nem do anterior, foi um dos grandes erros do processo de desenvolvimento pós 25 de Abril”.

“É preciso encontrar um modelo de financiamento para a manutenção”, referiu o socialista, onde aponta a “uma atitude de análise” de forma a “criar condições para que mais gente utilize essas linhas”, motivo pelo qual refere que, na sua opinião, “a aposta na ferrovia deve ser, por exemplo, a aposta do próximo quadro comunitário”.