Após colapso da EM255 “o que nos resta agora é aprender”, embora “obviamente os processos tenham que ser alterados” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 27 novembro, 2018

Sendo esta a primeira vez que teve oportunidade de abordar os últimos acontecimentos que sucederam entre Borba e Vila Viçosa, o eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 27 de novembro, deixou uma mensagem de solidariedade para com os familiares das vítimas que perderam a vida após a derrocada do talude de uma pedreira.

Para o eurodeputado “resta agora aprender” com a tragédia que sucedeu entre Borba e Vila Viçosa, afirmando que, uma vez feita a análise, “obviamente que os processos têm que ser alterados”. Carlos Zorrinho oferece ainda o exemplo do Plano de Emergência de Borba, que surge agora no matutino como desatualizado, considerando algo que “vai fazer com que muitos Planos de Emergência em muitos outros concelhos no país (…) possam ser atualizados, modificados e melhorados”.

O socialista aborda ainda a questão sobre as vozes que se levantam, após estas tragédias, de que era algo “anunciado”, reitera que é necessário “mobilizar a sociedade civil para pressionar” e que “devia ter sido feito algo mais forte, também da sociedade”.

Questionado sobre a quem cabia a responsabilidade de consciencializar para os perigos que a estrada oferecia, Carlos Zorrinho refere que “quem vai investigar verificará quem o deveria ter feito”, reconhecendo que de facto nós cidadãos “não tínhamos essa consciência”.

Ao comentar o ordenamento das pedreiras, o eurodeputado recorda que os socialistas se debruçaram sobre o assunto, nomeadamente no que respeita às escombreiras, transporte e utilização do mármore, sobre o qual o próprio fez “propostas para resoluções e acompanhamento”, indicando que em circunstância alguma obteve conhecimento de que a estrada “tivesse em falência estrutural”. No entanto afirma que “se alguém tivesse essa consciência de que estava em falência estrutural, tinha fechado a estrada”, atirou.

Quanto ao Orçamento de Estado para 2019, no que respeita à tomada de posição do PSD e do CDS que fizeram uma maioria alternativa obrigando assim o Governo a contar e renegociar o tempo a reposição integral do tempo de congelamento das carreiras dos professores, o eurodeputado socialista considera que “a democracia funciona assim mesmo”.

Para Carlos Zorrinho, tudo o que “seja devolução de direitos é positivo”, no entanto há que pensar que “gerando uma despesa acrescida terá que se gerar também ou uma receita acrescida, ou o corte de uma outra despesa”.

Questionado sobre uma opinião acerca da votação contra do PS nesta matéria, o eurodeputado justifica a tomada de posição pelo facto de os socialistas serem “o Partido do Governo e de terem vindo a negociar com os professores”, considerando que foram “coerentes” na votação. Mediante a votação, Carlos Zorrinho espera agora que se “consiga chegar a uma solução melhor e mais equilibrada”.

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