21 fevereiro, 2019
Augusta Serrano;
Fadistices
20:00-21:00

"As classes profissionais têm todo o direito de pedir mais, mas também existem limites orçamentais" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 05 fevereiro, 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 5 de fevereiro, abordou a problemática em torno da Venezuela, o problema da greve dos enfermeiros e ainda as declarações de Rui Rio sobre uma possível coligação com o Partido Socialista.

Para Carlos Zorrinho a tomada de posição do Governo Português “é sobretudo uma defesa intransigente da democracia, o parlamento europeu já tinha aprovado o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente da Venezuela, com uma missão muito clara, que é organizar eleições livres”. O eurodeputado considera que “a Venezuela entrou numa grande catástrofe humanitária, existiram vários milhões de venezuelanos que tiveram que abandonar o país, os relatos que chegam é que não existem medicamentos, não existe comida suficiente, não existem as condições mínimas de vida e também não existe democracia”.

Segundo Carlos Zorrinho “as eleições que elegeram Nicolás Maduro, foram consideradas pela comunidade internacional, como não tendo cumprido os requisitos da democracia” e como tal a “a União Europeia começou por pedir a Maduro que convocasse eleições presidenciais livres, que desse uma oportunidade ao povo venezuelano, apenas depois da recusa de Maduro é que o Parlamento Europeu e vários países europeus reconheceram Guaidó como líder democraticamente eleito”. O eurodeputado socialista refere que “Juan Guaidó é o único que é reconhecido internacionalmente como tendo respeitado as regras democráticas de eleição”.

Carlos Zorrinho considera ainda que “Donald Trump reconheceu de uma forma incondicional Juan Guaidó, nós pelo contrário demos primeiro um prazo a Nicolás Maduro para ele reconsiderar e convocar eleições, pois temos total consciência que o principal objetivo é evitar uma guerra civil. No entanto evitar uma guerra civil na Venezuela não pode significar manter um processo de sangramento contínuo daquele povo por parte de Maduro”.

Relativamente ao problema da greve dos profissionais de enfermagem, Carlos Zorrinho diz que “o governo naturalmente irá continuar a negociar dentro daquilo que são os seus limites orçamentais e vai também questionar os órgãos competentes sobre se este modelo de greve financiado cumpre ou não os requisitos constitucionais”. O eurodeputado refere que “as classes profissionais tem todo o direito de achar que merecem mais, mas também tem de ver que existem limites e que só dialogando é que se encontra uma solução”.

Carlos Zorrinho finalizou a sua rúbrica semanal abordando as declarações de Rui Rio sobre uma possível coligação com o PS, dizendo que “é uma posição absolutamente normal, no entanto é prematuro falar em apoios ou coligações antes de os portugueses se pronunciarem. Obviamente que se for necessário haver qualquer tipo de entendimento terá de ser validado pelos órgãos políticos dos diferentes partidos”.    

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