As reuniões do Bloco de Esquerda com o Governo para o Orçamento de Estado/2017, no comentário de Maria Helena Figueiredo no dia 7 de outubro (c/som)

Revista de Imprensa 07 Out. 2016

A coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda (BE), Maria Helena Figueiredo, no seu comentário desta sexta-feira, dia 7 de outubro, falou sobre os taxistas quererem cobrar mais aos clientes no verão e no Natal, o perdão fiscal que dá milhões à Galp e os cortes de 1100 milhões assumidos pelo Governo em 2017, com maior exigência no ajustamento estrutural.

Sobre o aumento da bandeirada dos taxistas em períodos festivos, Maria Helena Figueiredo diz que “não é uma proposta com muita lógica porque nós pagamos aos taxistas, prestadores de serviço é o serviço que prestam independentemente da estação do ano. Não conheço detalhes da proposta, mas não me parece que seja uma proposta com muita razoabilidade (…)”.

Relativamente ao perdão fiscal que dá milhões à Galp, a coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda expressa que o BE não é favorável aos perdões fiscais, “nós temos tido ao longo dos anos, perdões fiscais e uma coisa que se chama as RED, que são as Regularizações Especiais de Divida ou de receitas fiscais e são sempre beneficiadas as grandes empresas. Nós percebemos que neste caso possa haver um alivio nos juros para as pequenas empresas, para as empresas que estão com dificuldades, facilitar depois de um período de crise, quer às famílias quer às empresas, o pagamento de alguns atrasados (…) mas é perfeitamente admissível que as empresas ou entidades que tenham lucro, optarem por não pagar, venham beneficiar de um regime favorável (…)”.

No que concerne aos cortes de 1100 milhões assumidos pelo Governo em 2017, com maior exigência no ajustamento estrutural, Maria Helena Figueiredo diz que “o Governo tem anunciado que é nos impostos indiretos” que serão feitos os cortes.

“O Orçamento ainda não está fechado, há um grupo de trabalho e há negociações entre os partidos que suportam o Governo e o PS, e o próprio Governo, os dados não estão fechados, e ontem Catarina Martins, numa entrevista, disse que ainda há um caminho a fechar no orçamento, vamos ver o que é que o Governo propõe e como é que vai sair a proposta final, porque como temos vindo a dizer, há uma recuperação de rendimentos que tem que continuar a ser feita neste momento, relativamente às pessoas que mais frágeis estão e que são os pensionistas com pequenas pensões (…)”.

Instada como têm decorrido as negociações do Orçamento de Estado com o BE, Maria Helena Figueiredo diz que “não são reuniões difíceis, mas não são fáceis, em que é preciso encontrar soluções (…) naturalmente que as divergências têm a ver com algumas propostas de taxação de alguns bens como o imobiliário (…) o BE continua a não concordar com o Fisco não ter acesso às contas bancárias acima dos 50 mil euros e o BE está a ponderar se vai fazer uma proposta (…)”.

          

 

      

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