As sanções a Portugal, que foram nulas, mas não se livrando de pressão, o PCP temer que o orçamento de 2017 coloque em causa a coligação de esquerda e a greve dos enfermeiros pela luta das 35 horas, no comentário de Nuno Melo, no dia 28 de julho (c/som)

Revista de Imprensa 28 Jul. 2016

O eurodeputado Nuno Melo no seu comentário desta quinta-feira, dia 28 de julho, falou sobre o facto de Portugal ter escapa a sanções, mas não se livrando de pressão, do PCP temer que o orçamento de 2017 vir a rebentar com a geringonça e a greve dos enfermeiros pela luta das 35 horas.

Sobre Portugal escapar a sanções, mas não se livrando de pressão, Nuno Melo expressa que “Portugal escapa às sanções porque acabou por haver um reconhecimento ao que Portugal conseguiu graças ao esforço e sacrifício de muitos portugueses até final de 2015 que foi impressionante. Ver o país que consegue reduzir o défice em mais de 11% em 2010 com José Sócrates para 3% sem Banif, 4,2% com Banif em 2015, só merece ser louvado, não merece sanções e acaba por haver reconhecimento deste veredito (…)”.

Relativamente ao PCP temer que o orçamento de 2017 ponha em causa a geringonça, Nuno Melo diz que “nós sabemos que teremos daqui a pouco eleições autárquicas e designadamente no Alentejo, os comunistas disputam com os socialistas muitas autarquias. A geringonça nesta matéria não ajuda o PCP e é bem possível que o PCP, por causa das autárquicas queira fazer prova de vida e depois há uma série de outros sinais que, através dos quais, se percebe algum desconforto (…)”.

No que concerne à greve dos enfermeiros que lutam pelas 35 horas, o eurodeputado afirma que “não há nenhuma profissão que possa garantidamente dizer que vive dias extraordinários, se por um lado a educação aumentou, felizmente, em Portugal, por outro lado a oferta pelo número de licenciaturas também teve consequências do ponto de vista do emprego e dos salários e os enfermeiros são uma classe forte do setor da saúde que frequentemente se manifestam”.

Acrescenta que “este Governo reduziu o horário de trabalho da função pública, mas por outro lado, tivemos o Ministro das Finanças em Nova Iorque, e outros empresários a apelar ao investimento em Portugal porque no setor privado se trabalha mais e mais barato do que nos outros países. Isto é do ponto de vista dos princípios e dos valores, que eu considero completamente inaceitável (…)”.

 

 

       

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