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"Berardo é um idiota útil, que dá jeito para assumir a responsabilidade de toda a elite que arruinou a banca" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 20 maio, 2019

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 20 de maio de 2019, abordou aos microfones da Rádio Campanário a primeira semana de campanha para as eleições europeias, a adesão da população ao voto antecipado e ainda as declarações de João Salgueiro sobre a Caixa Geral de Depósitos.

António Costa da Silva considera que “tendo em conta o mote que o primeiro ministro colocou nestas eleições”, o objetivo passa por “referendar o desempenho do governo neste tempo”. O deputado afirma que “o primeiro ministro não tem largado estas eleições”, justificando tal facto com “o erro de casting do candidato socialista”.

Relativamente ao anúncio da presença de Pedro Passos Coelho na campanha de Rui Rangel, o deputado considera “positivo e natural que um antigo líder se junte no apoio ao candidato do partido”. António Costa da Silva considera que “temos discutido muito os temas nacionais e pouco os temas europeus”, acrescentando que “os temas europeus são importantes, na medida em que vivemos um período decisivo para a europa”.

O deputado relembra que os partidos extremistas “estão a ganhar um peso muito forte na conjuntura europeia”, podendo “adulterar aquilo que é o projeto europeu” uma vez que “muitos partidos não têm respeito pelas variantes humanas”. António Costa da Silva volta a afirmar que “Portugal tem a pior execução de sempre em termos de fundos europeus”.

António Costa da Silva refere que “Rangel diz com toda a clareza que se vai opor em relação aos cortes, o parlamento europeu é quem irá ter a última palavra”, adiantando que “é preciso ter números para fazer força contra estes cortes”.

Relativamente ás questões do voto eletrónico e do voto antecipado que geraram algumas filas nas principais cidades do país durante o fim de semana, António Costa da Silva considera que “é uma área nova, é normal que existam coisas a ser corrigidas e alterações a efetuar”.

O deputado finalizou a sua rúbrica semanal aos nossos microfones abordando as declarações de João Salgueiro que diz “não saber o que estava a assinar” relativamente a toda a polémica instalada na Caixa Geral de Depósitos. Para António Costa da Silva estas declarações “deixam-me chocado, a mim e a todos os portugueses de bom senso”. O deputado acrescenta que estamos perante “uma elite que comandava a finança pública” que agora “não se lembra ou não sabia o que estava a fazer”.

António Costa da Silva considera “chocante para todos os portugueses aquilo que se passou, não é aceitável que se obtenham créditos sem garantias”, apontando como consequências desta situação termos “rebentado com o país e com a banca, obrigando os portugueses a sofrerem e a reporem os muitos milhões de divida”.

O deputado considera que “Joe Berardo é um idiota útil” justificando que “dá jeito ter um idiota útil para assumir toda a responsabilidade no meio disto tudo”. António Costa da Silva considera que “as pessoas não vão aceitar que a culpa morra solteira”, pois considera que “os portugueses já sofreram demasiado durante os anos da TROIKA, em que os Berardos e os Sócrates deste país (…) armados em vampiros sugaram o dinheiro do país”.