Cabe a Rui Rio justificar “o que é que deixa de fazer” para dar €10 mil a cada criança, diz Carlos Zorrinho (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 05 junho, 2018

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 05 de junho, começou por falar da proposta de Rui Rio, presidente do PSD, que quer pagar dez mil euros aos portugueses por cada filho e terminou a sua revista de imprensa comentando o braço de ferro entre professores e o governo no que diz respeito ao descongelamento das carreiras e a contabilização do tempo de congelamento para efeitos de progressão.

No que diz respeito à proposta do PSD, que prevê um novo apoio para os filhos até aos 18 anos e creches gratuitas a partir dos seis meses de vida, Carlos Zorrinho considera que “aumentar a taxa de natalidade, aumentar a nossa demografia, fazer sobretudo que nas regiões do interior haja mais gente a nascer e a fixar-se é uma prioridade”, motivo pelo qual “saúdo a proposta”, considerando que “a partir dessa proposta, certamente que se vai discutir muito”.

Essas discussões passarão, por um lado, “se há condições orçamentais” ou “se o mais adequado são os dez mil euros ou outra reforma qualquer”. Contudo, o eurodeputado socialista salienta que “é assim que eu vejo o papel de um partido da oposição, não é a destruir sistematicamente as medidas propostas pelo governo, mas a fazer propostas alternativas”.

No que diz respeito aos custos inerentes a esta medida, cujo PSD prevê custarem cerca de 500 milhões de euros ao país, Carlos Zorrinho considera que “cabe ao Dr. Rui Rio demonstrar, primeiro quanto é que custa a medida” e “o que é que ele deixa de fazer para fazer essa medida”. Contudo, considera “positivo” o PSD ter apresentado uma proposta concreta para ser discutida.

Já sobre a contabilização ou não do tempo de congelamento das carreiras dos professores para a sua progressão, ou o apoio ou não dos restantes partidos da Esquerda a esta medida, o socialista considera que na véspera de aprovação do Orçamento de Estado “é normal que sendo este o último ano do ciclo [de governação] toda a gente vá querer colocar neste orçamento para 2019 as suas reivindicações”.

Por isso mesmo, o eurodeputado sublinha que “os recursos não são ilimitados”, pelo que “em relação a questões mais sectoriais” os membros do governo “têm que fazer escolhas” e “perceber onde e em que política é mais importante aplicar os recursos que têm”. Ainda assim, realça que “este é “um governo que dialoga”, que “fala com os sindicatos” e “com as entidades patronais”, por isso “certamente que se vai chegar a uma solução”.

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