Carlos Zorrinho sobre carga fiscal “é sempre mau e não é agradável para nenhum governo tomar essas medidas”. Sobre acordo entre PS e PSD na nomeação de Silva Peneda, “o PSD não lhe perdoa o facto de ele ser alguém com uma visão independente” (c/som)

Revista de Imprensa 03 maio 2016

O eurodeputado Carlos Zorrinho no seu comentário desta terça-feira, dia 3 de maio, falou sobre o aumento nos impostos sobre os combustíveis e a consequente subida no saque fiscal de 2,6 milhões de euros por dia , 72% do custo da gasolina e 66% do gasóleo que vão para o Fisco. Pronunciando-se ainda sobre o processo negocial entre Bruxelas e Portugal em torno do Plano de Estabilidade. O acordo entre PS e PSD sobre o regresso de ,Silva Peneda, foi também alvo de comentário.

Carlos Zorrinho fala na necessidade de serem apresentados défices controlados para justificar o aumento dos impostos sob os combustíveis expressando que “ a economia europeia e mundial não estão a viver bons momentos , portanto, tem que haver um equilibrio. Por um lado as apostas nas reformas vão gerar o aumento da produção e o aumento nas receitas, mas também obviamente que é necessário quebrar receitas não pela criação de riqueza mas pelo consumo”. Acrescentando que “ é sempre mau e não é agradável para nenhum governo tomar essas medidas mas é uma forma de alguma maneira também de fazer um contributo solidário sendo que tem que haver a preocupação com aquilo que pode prejudicar a competitividade de algumas industrias e de alguns serviços em Portugal”.

Instado a comentar sobre o Plano de Estabilidade apresentado por Portugal que continua a não convencer Bruxelas, afirma que “com a sua visão errada Bruxelas vai sempre querer esticar a corda e nós vamos sempre evitar que a corda estique até ao fecho do processo vai ser assim”.

Questionado ainda sobre a falta de consenso entre o PS e o PSD no regresso de ,José Silva Peneda, para voltar a ser presidente do Conselho Económico e Social, revelou que “ penso que tem o perfil indicado, mas possivelmente o PSD não lhe perdoa o facto de ele ser alguém com uma visão independente que quer o crescimento, quer o emprego, é uma questão do PSD”. Salientando que “ o PSD não parece confortável com o nome o que não deixa de ser estranho sendo que é um militante e ex-ministro desse partido”.

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