Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 28 Jan. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 28 de janeiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a aposta nos vistos gold para o interior do país, os resultados das eleições no CDS-PP e ainda o anúncio feito pelo Governo de uma redução de 190 mil doentes nos hospitais.

Carlos Zorrinho considera que a aposta nos vistos gold para o interior do país “é uma excelente medida, podemos quase considerar uma discriminação positiva”.

Para o eurodeputado “a maior parte dos vistos gold estavam a ser aplicados na área do imobiliário, fazendo uma pressão brutal sobre os preços das casas em Lisboa”, enquanto “o interior está sequioso de gente e de investimento”.

O deputado considera que a medida “será muito atrativa para quem quiser investir em Portugal”, acrescentando que “vistos gold irão ser atribuídos a quem quer realmente investir”.

O eurodeputado refere que “agora é necessária uma maior triagem para se avaliar aqueles que querem realmente investir, dos que queriam apenas realizar uma pressão para obterem um passaporte português”.

Questionado pela RC sobre a falta de acessibilidades do interior poder condicionar o investimento, Carlos Zorrinho considera que “a procura pode gerar mais acessibilidades”, exemplificando que “no caso do Alentejo, a construção do novo Hospital Central, certamente que será um ponto de atração de investidores”.

Relativamente ao congresso do CDS-PP, Carlos Zorrinho refere que “o CDS fez a sua escolha, uma escolha mais conservadora, um conservadorismo que é contra muitos daqueles que já são direitos adquiridos”.

A RC questionou o eurodeputado sobre as declarações do Vice do CDS-PP que defendeu a homossexualidade como uma doença, referindo o eurodeputado que “em democracia têm de ser os eleitores a tomar as decisões, os eleitores têm de ter consciência dessa forma de estar e depois tomarem as suas decisões”.

Carlos Zorrinho considera que “é estranho que o próprio Passos Coelho depois de tanto tempo de silêncio tenha vindo apelar a consensos entre a direita, logo após um congresso que coloca o CDS ainda mais à direita”.

Para o eurodeputado “isto demonstra a forma neo-liberal de governar que Passos Coelho adotou, e é uma tentativa de repescar o PSD depois de o partido ter feito uma escolha mais centrista”.

Questionado sobre possíveis alianças entre o CDS-PP e o PSD, Carlos Zorrinho considera que “a fotografia não é muito favorável para que isso possa vir a acontecer”.

Naquilo que concerne a uma redução de 190 mil doentes nos hospitais, anunciada pelo Governo, Carlos Zorrinho refere que “é mais uma medida de um orçamento marcado por uma aposta forte na saúde”, lembrando que “vamos ter quase mais 1000M de euros para investir na saúde”.

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