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Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 11 Fev. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 11 de fevereiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a aprovação no Orçamento do Estado, a pornografia infantil que lidera o crime online e ainda as questões demográficas.

Sobre os aumentos anunciados pelo Governo para os funcionários públicos, Carlos Zorrinho refere que “penso não ter nada que ver com possíveis greves, o Governo pensa em aumentar um pouco a função pública, não será nada de especial, será um aumento dentro do possível”.

O eurodeputado lembra que “ao longo dos últimos anos os salários da função pública têm sido repostos”, acrescentando que “o facto de o Governo pretender aumentar os salários da função pública após aprovar o Orçamento de Estado, demonstra a sua boa fé”.

Para Carlos Zorrinho “é bom notar que qualquer aumento, por pequeno que seja, representa uma grande fatia para o Estado”.

O eurodeputado considera que “a opção que foi feita passa por valorizar o salário daqueles que ganham menos”, acrescentando que “felizmente que neste momento praticamente não temos desemprego, mas temos salários baixos”.

Carlos Zorrinho afirma que “temos de combater essa média salarial muito baixa, e começamos pelos mais baixos”.

Sobre uma possível saída de Mário Centeno, que tem vindo a ser anunciada por Marques Mendes, o eurodeputado considera que “talvez fosse interessante levar o Marques Mendes ao poligrafo e ver quantas vezes ele acertou em considerações que teceu”.

Carlos Zorrinho refere que “a linha geral do orçamento está traçada com Mário Centeno”, acrescentando que “o Governo tem uma dinâmica que permite a qualquer pessoa assumir as funções de Mário Centeno na hipótese de ele sair”.

Sobre a polémica questão do IVA da eletricidade, Carlos Zorrinho refere que “podemos dizer que o Governo fez um cozinhado quando não tinha intenção de fazer a refeição”.

Para o eurodeputado “no atual projeto do PS não constava nenhuma proposta de baixar o IVA da eletricidade, e também não constava no programa do PSD, curiosamente de um momento para o outro passou a constar”. Esta alteração mostra que “o PSD só aproveitou esta questão do IVA na eletricidade para tentar criar um problema ao Governo”.

Carlos Zorrinho declara que “o orçamento é uma questão de escolhas e nesta questão do IVA da eletricidade os partidos têm de dizer o que vão fazer para que se possa abdicar das receitas do IVA da eletricidade”, acrescentando que “o PSD inventou algumas coisas que acabaram por não ser solução”.

Questionado pela RC sobre a eventualidade de o BE ter sido apanhado desprevenido, o eurodeputado refere que “o PS considerou que neste Orçamento era mais importante reforçar as condições de saúde, aumentar as pensões e criar outras condições de serviço público, e movimentou-se nesse sentido para o conseguir”.

O eurodeputado refere que “se fosse possível fazer tudo o que vai ser feito e ainda reduzir o IVA da eletricidade, certamente que o PS o faria”.

Sobre a questão de a pornografia infantil liderar as denúncias do crime online, o eurodeputado refere que “o acesso a conteúdos online tem criado novos desafios”, acrescentando que “é o caso da pornografia, a lavagem de dinheiro e da fuga ao fisco”.

Para Carlos Zorrinho “precisamos de reforçar os estados na capacidade de acompanhar tudo aquilo que se passa na rede”, ao mesmo tempo que “deve existir um acompanhamento da sociedade e que se denunciem estes casos”.

 O eurodeputado finalizou o seu comentário semanal abordando as questões demográficas. Assim, Carlos Zorrinho considera que continua a ser um facto, ainda mais quando as famílias já não estão tão agregadas”.

O eurodeputado reconhece que “os casais têm mais dificuldade em poderem criar os seus filhos”, referindo que “são necessárias politicas que possam inverter esta tendência”.