Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 14 Nov. 2019

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 14 de novembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário os aumentos do salário mínimo, o fim das retenções dos alunos e ainda a resolução do Novo Banco.

Relativamente ao salário mínimo, Nuno Melo considera que “temos um problema no modelo económico, uma vez que a margem de lucro das empresas é tão reduzida que as empresas não podem pagar esses salários”.

O eurodeputado reconhece que “dificilmente as pessoas vivem condignamente com salários de 600 euros”, acrescentando que “em cidades onde o custo de vida aumentou, como são os casos de Lisboa e Porto é completamente impensável”.

Questionado pela RC sobre quais as repercussões do aumento do salário mínimo no salário médio, o eurodeputado considera que “o grande problema do salário médio tem que ver com a carga fiscal”.

Nuno Melo afirma que “temos salários médios que até poderiam ser aceitáveis, mas pagam tanto de impostos que fazem com que o rendimento disponível seja demasiado pequeno”.

Para Nuno Melo, a questão do fim das retenções dos alunos “é um governo a governar para as estatísticas”.

Acabar com as retenções “é a lógica do total facilitismo”, considerando que “depois disto teremos pessoas pouco preparadas e talvez por isso tenhamos licenciados que não sabem escrever português”.

O eurodeputado considera que no futuro “isto pode significar maus médicos, maus engenheiros, maus advogados, maus juízes”.

Nuno Melo refere que “sempre me habituei a que sem trabalho não se atingem objetivos, muitos alunos podem chumbar por razões sociológicas, podem chumbar por dificuldades na sua vida, mas muitos alunos chumbam porque não trabalham, simplesmente porque não estudam”.

O eurodeputado refere o seu caso pessoal, “quando eu era adolescente se me dessem a escolher entre ficar na sala de aula ou ir jogar futebol, obviamente que escolhia ir jogar futebol, mas obrigavam-me a ficar na sala de estudo”, acrescentando que “hoje dou graças a deus que assim tenha sido, graças ao esforço que me foi exigido considero-me uma pessoa que domina o essencial das matérias”.

O fim das retenções vai provocar que “estagiários, licenciados, não saibam escrever”, o que será culpa “do governo que não exige”.

Para Nuno Melo “evidentemente que o estado tem de fazer uma avaliação dos casos, temos alunos com mais dificuldades e alunos com menos dificuldades, mas o estado tem de ser exigente”.

O eurodeputado considera que “é uma injustiça para os alunos que estudam muito e trabalham muito, e depois vem que o seu esforço não vale nada quando outros que não trabalham têm o mesmo resultado”.

Relativamente ao Novo Banco, Nuno Melo considera que “os bancos têm de começar a ser tratados como outra qualquer empresa”, ou seja, “se não rendem têm de fechar as portas”.

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