30 Set. 2022
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20:00-21:00

SONIA RAMOS

Comentário semanal da Deputada Sónia Ramos, aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa Escrito por  Edgar Correia (Texto) 18 Jul. 2022

Na revista de imprensa de hoje, dia 18 de julho, contámos com o comentário da Deputada do PSD, Sónia Ramos.

Foram abordados os temas: a representatividade, em termos territoriais e de género, no Parlamento português, o balanço da reunião com a União Distrital das Instituições de Solidariedade Social do distrito de Évora e a situação dos incêndios em Portugal.

 

Numa entrevista recente que concedeu ao Diário de Notícias, a deputada Sónia Ramos referiu que o Alentejo precisa de um maior número de deputados no Parlamento. Sobre esta matéria, a Deputada refere que "sem representatividade política não há alteração de políticas públicas que possam inverter o inverno demográfico e o despovoamento no Alentejo" e afirma que "temos de ter uma representação política na Assembleia da República forte que nos permita, de facto, alterar o estado de coisas e provar aos outros protagonistas que, de facto, o Alentejo precisa de um conjunto de medidas que são uma decisão política". Sobre o facto de ser a única mulher líder de uma Distrital do PSD na atualidade, a Deputada Sónia Ramos refere que esta questão reflete a "nossa sociedade" e afiança "que não é um problema do PSD é um problema da participação política".

Sobre a reunião com a União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social do Distrito de Évora, a deputada social-democrata relata que a "grande preocupação que já existia até antes da Pandemia tem a ver com a sustentabilidade financeira", revelando que existe um défice entre aquilo que é o custo comparticipado pelo Estado e o custo real dos bens para as instituições. Sobre as medidas levadas a cabo pelo Estado para mitigar esta questão, Sónia Ramos defende que "se o Estado não pagar integralmente o custo real da resposta, naturalmente, que vai agravar aquilo que é a situação financeira já de si agravada pela Pandemia. Temos de ter em consideração o atual Estado das instituições".

Para a deputada Sónia Ramos, com a subida dos preços quer de "combustíveis e de bens de primeira necessidade" "é difícil pensar o futuro com grande otimismo", defendendo que se as instituições não tiverem uma boa saúde financeira e equipas motivadas "será mais difícil cumprirem a sua missão do ponto de vista social".

Sobre a situação dos incêndios, que verão após verão assola Portugal, a deputada Sónia Ramos compartilha da opinião do líder do seu partido quando este afirmou que o Governo "falhou na reforma florestal". Para a deputada, o abandono do interior do país é uma das causas para a deflagração de incêndios na floresta portuguesa: "Nós precisamos de políticas para fixar as pessoas no interior do país para termos uma floresta de conservação, mas também de produção que seja suficiente motivadora para que as pessoas possam tratar os terrenos e limpar os caminhos rurais e a floresta e isto faz-se com incentivos", refere.

Confrontada com a tragédia que aconteceu em Pedrógão Grande, no verão de 2017, e sobre que prevenção e sensibilização é feita pelo Estado a deputada social-democrata afirma que "não se fez a reflorestação dos terrenos incendiados e, normalmente, o Estado nas suas propriedade não o faz. Não faz limpeza de matos e as bermas de estradas algumas são limpas, mas outras não". "Ao nível da prevenção e sensibilização também falhamos muito e de forma muito regular. O Estado, ao nível do ordenamento do território, de facto, não conseguiu implementar uma estratégia que evitasse que este ano a área ardida já fosse bastante elevada", refere.

Sobre o barómetro da Aximage que aproxima o PSD do PS em termos percentuais, Sónia Ramos não hesita em afirmar que se deve não só a um "desnorte do Governo", mas também a "uma crise económica com famílias e empresas a ressentirem-se". O facto do PSD ter um novo líder e novas caras são também apontados pela deputada como um sinal de esperança encarado pelos portugueses sobre um "Governo que está gasto, de alguma forma é um Governo que transita da anterior governação, sem um ímpeto reformista, sem caras novas e sem vontade política para fazer as alterações estruturantes que o nosso país precisa", conclui.

 

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