Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 02 outubro, 2019

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 2 de outubro, abordou a questão de Tancos, os resultados das sondagens para as legislativas e ainda a situação da reforma dos trabalhadores das pedreiras.

O caso de Tancos, para João Oliveira “é muito complicado opinar sobres estas situações, os juízes e os investigadores tomam decisões com base nos dados da investigação”. O deputado refere que “quero acreditar que se essa hipótese foi colocada e descartada é porque foi desnecessária”, relativamente a uma possível audição do Presidente da República e do Primeiro Ministro.

João Oliveira ressalva, no entanto, que “tudo isto não quer dizer que o PR e o PM não possam vir a ser ouvidos até ao final do processo”.

O deputado considera que “as acusações feitas ao antigo ministro da defesa são de uma gravidade extrema, penso que é importante que se apurem as responsabilidades”, acrescentando que “esta questão de Tancos está a ser utilizada para apagar completamente a campanha eleitoral, que tem de ser feita na base das propostas dos partidos “.

Relativamente ás sondagens, João Oliveira considera que “muitas vezes ao invés de refletirem a opinião das pessoas acabam por condicionar a opinião das mesmas”. Para o deputado “no fundo as sondagens refletem que a possibilidade de o PS vir a ter uma maioria absoluta é de facto muito real”.

João Oliveira considera que “se não se registar uma maioria para o PS” pode ser o reforço da CDU “, acrescentando que isso “pode contribuir para continuarmos com o trabalho que temos vindo a desenvolver na luta pelos direitos dos trabalhadores, na reposição de pensões e salários”.

O deputado finalizou o seu comentário a esta estação emissora abordando as reformas dos trabalhadores das pedreiras.

João Oliveira refere que “temos recebido queixas de trabalhadores que consideram que as contas não estão bem feitas, e de facto em alguns casos nós também consideramos que não estão corretas”. Nestes casos o deputado “aconselho as pessoas a rejeitarem as propostas que estão a ser apresentadas, ao mesmo tempo que solicitam nova proposta”.

Algumas situações são justificadas com o facto de “não estarem a ser colocadas em prática as regras que entraram em vigor a 1 de outubro, relativamente aos fatores de penalização”.

O deputado refere que “aqueles que já aceitaram é porque a proposta que lhes foi feita não foi má”.

João Oliveira refere ainda que “se os trabalhadores não reclamaram das propostas que lhes foram apresentadas não irão receber retroativos”. O deputado explica que “existem casos em que a pensão vem inferior aos valores expectados, devido ao fator de penalização, e nós aconselhámos os trabalhadores a rejeitar essas propostas pois a 1 de outubro esse fator de penalização iria terminar”.

O deputado refere ainda que “aqueles que aceitaram as propostas ficam com o corte imposto”, lembrando todos os trabalhadores que “tem 30 dias para aceitar ou reclamar das propostas apresentadas”.

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