Revista de Imprensa

Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 23 Out. 2019

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 23 de outubro, abordou a falha no acordo entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Defesa para reduzir as listas de espera do SNS e a possibilidade de uma nova crise económica.

João Oliveira começa por referir que este problema “tem que ver com a incapacidade de resposta dos serviços das forças armadas”. O deputado explica ainda que “está identificado à muito tempo que o Instituto de Ação Social das Forças Armadas não tem capacidade para dar resposta ás necessidades que têm os militares, que têm que recorrer aos serviços de saúde” considera que “há falta de vontade politica e vontade de criar negócio” avança ainda que “se o Ministério da Saúde e o Ministério da Defesa se entendessem para aproveitarem as instalações e os equipamentos dos hospitais das forças armadas, com um pequeno investimento e com a contratação de profissionais, podiam até encontrar soluções não apenas que dessem resposta a todos os militares, mas que pudesse até dar resposta a utentes do serviço nacional de saúde, em vez de serem empurrados para hospitais privados”, revela que "quando esta questão foi discutida em 2018 nós apresentamos essa proposta e ainda houve alguma discussão com o governo em relação a isso, mas o governo na altura achou que não estava disponível para fazer o investimento que era preciso fazer", conclui que "esse investimento seria muitíssimo mais reduzido, do que aquilo que o estado acaba por pagar a hospitais privados para as pessoas, acabem por ter os tratamentos que não conseguem ter no serviço publico".

Questionado pela RC sobre a possibilidade de uma nova crise económica e sobre as ajudas à banca nos últimos anos, João Oliveira justifica que "não tenho elementos para dizer se a crise vai ou não ser pior"  no entanto explica que "as crises financeiras são crises de sobreprodução, ou seja, são crises onde há mais produção do que capacidade de consumo" continua dizendo que os movimentos especulativos são responsáveis pelas crises "são criados lucros, milhões e milhões de lucros que na verdade não existem" o que se traduz "numa quebra de poder de compra" acrescenta que "as crises são assim que funcionam ciclicamente" avisa também que "ninguém pode ter a ilusão que tenham sido tomadas medidas que ponham Portugal a salvo desta situação" conclui que com a globalização "qualquer crise que apareça é uma crise de dimensão mundial. No que ao sector da banca diz respeito o deputado afirma que "foram despejados milhões de milhares de euros nos bancos", explica que “os bancos continuam a fazer exatamente o mesmo que faziam antes, durante alguns anos fizeram com mais vergonha e encolheram-se um bocadinho mais, agora voltam a fazer exatamente a mesma coisa”. O deputado considera que “a gestão privada da banca continua a ser o grande cancro do nosso sistema económico”, adianta ainda que “há variadíssimos sinais, de facto, que há uma crise económica em gestação”.

 

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