Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 27 maio 2020

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 27 de maio, abordou aos microfones da Rádio Campanário, a situação em torno da construção do Hospital Central do Alentejo, em Évora, o Plano de Retoma apresentado pela TAP, o Orçamento Participativo, a posição do PCP em questões ambientais no Alentejo e sobre o processo de recuperação da União Europeia.

Sobre a construção do Hospital Central do Alentejo, o comunista afirmou que a construção “vai ficar de quarentena. Ainda não percebemos porque é que a ARS do Alentejo ainda não fez a adjudicação da obra. Todo o processo está concluído, está tudo preparado à espera de uma conclusão da ARS do Alentejo e não se percebe como é que no próprio Alentejo há forças de bloqueio ao novo Hospital”.

Em relação às declarações de José Robalo, presidente da ARS do Alentejo, proferidas à Rádio Campanário, que garantiu que a construção do Hospital Central do Alentejo apenas aguarda “aprovação superior” para adjudicação da obra, João Oliveira deixou duros comentários ao presidente da ARS do Alentejo, dizendo que “é uma desculpa que vale zero, porque a ARS do Alentejo não precisa de autorização de ninguém para fazer a obra. É uma desculpa de mau pagador, e queremos saber a verdadeira razão para este bloqueio”, atirando mesmo que a ARS do Alentejo não adjudica a obra “porque não quer, e o PCP quer saber o que se passa”.

O Líder Parlamentar do PCP lamenta que “durante muito tempo, andámos a lutar contra forças que procuravam bloquear a construção deste hospital. Neste momento, é dentro do Alentejo que estão essas forças de bloqueio. E o nosso grande objetivo é que deixem de bloquear. Os profissionais de saúde, os utentes e as populações não merecem isto que a ARS do Alentejo está a fazer, porque só prejudicam a nossa região e o seu desenvolvimento e isso é inamissível”, e referiu que a bancada comunista já questionou o Governo e o Ministério da Saúde, estando ainda a aguardar resposta.

“Neste momento, aquilo que sei e que posso dizer com toda a certeza é que não há verbas em falta para fazer a adjudicação da obra, porque todo o dinheiro que é preciso não vai ser gasto de uma vez, é preciso que ele fique disponível à medida que a obra vai avançando. O dinheiro para garantir a adjudicação da obra já está disponível. Não há nenhuma razão para este atraso que a ARS do Alentejo está a por a este processo”, garantiu João Oliveira.

Relativamente ao Plano de Retoma da TAP, em que os autarcas do Norte já vêm acusar a empresa aérea de discriminação, o comunista acha que “não é tao mau como alguns autarcas do Norte dizem, mas a verdade é que não é bom. A verdade é que, quando a TAP foi privatizada, o objetivo deixou de ser a prestação de serviço público aeroportuário e passou a ser apenas o lucro dos acionistas, e por isso fazem apenas as rotas que dão mais lucro. Tem que haver uma intervenção do Governo para que o serviço aéreo seja retomado em condições e que sirva todos o país e não algumas zonas. Eu acho que foram as regiões autónomas que saíram mais prejudicadas com este plano de retoma”.

Sobre o Orçamento Retificativo, João Oliveira apenas refere que “não há nada conhecido dessa matéria, só quando soubermos as ideias do Governo é que podemos fazer uma avaliação”.

Pode ouvir aqui o comentário do deputado João Oliveira na íntegra:

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