28 Out. 2020
Augusta Serrano
Notícias
17:00-19:30

Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 08 Jul. 2020

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 08 de junho, abordou aos microfones da Rádio Campanário, a providência cautelar da Iniciativa Liberal para travar a nomeação de Mário Centeno ao Banco de Portugal, a questão da TAP, a exclusão de Portugal da lista de países seguros do Reino Unido, e ainda o surto de COVID-19 no Alentejo.

Relativamente à providência cautelar para impedir a nomeação de Mário Centeno ao Banco de Portugal, refere que “é uma questão muito incerta. Não sabemos exatamente qual o resultado, mas acho que não era bom termos uma situação de impasse e termos o Banco de Portugal sem um governador e um conselho de administração nomeados. É estranho e não é bom para a imagem do país”.

Quanto ao acordo da TAP revela que “a solução não parece muito convincente, quando olhamos para a situação adotada. Na prática o que aconteceu foi que o Governo acabou por comprar uma parte do capital social da empresa, mas a questão decisiva é saber se o Estado vai ou não ter controlo sobre a TAP, para resolver os vários problemas que esta tem vindo a ter”.

“Sabemos que o Estado vai ter que gastar muito mais com a injeção de capital de 1200 milhões. O Estado entre 2010 e 2020 gastou, com os bancos privados, o equivalente a 90 TAPs. A TAP tem uma importância estratégica e vai ter que se gastar mais dinheiro. Já se percebeu que a empresa está numa situação muito complicada, como estão todas as empresas do setor aéreo. Como não é um problema exclusivamente português, tem de haver uma consideração mais favorável para a solução que tem de se encontrar para a TAP. Se o Estado nesta altura vai ser chamado a recuperar financeiramente é preciso que continue a ser o Estado a determinar aquilo que vai ser a empresa para que ela possa servir o país, os portugueses e o desenvolvimento da economia nacional”, frisa.

Sobre a exclusão de Portugal da lista de países seguros do Reino Unido, refere que o que “os ingleses estão a querer fazer é evitar que 2 milhões de cidadãos britânicos venham para Portugal passar férias, porque estão a procurar que eles fiquem lá a enriquecer a sua economia, em vez de virem enriquecer a nossa. A decisão tomada no Reino Unido é exclusivamente económica”.

João Oliveira, questionado sobre as previsões que se fazem de que a recessão que Portugal irá sofrer será pior que a de 1928, explica que “estas previsões são muito preocupantes, Portugal ter uma recessão económica maior que a 1928 seria muito negativo para o país, não apenas em termos económicos, mas também termos de desemprego e pobreza. Para que isso não aconteça é preciso que se tomem medidas, mas ainda não as vemos aparecer”.

O líder parlamentar do PCP, sobre as questões que o partido colocou ao Ministério do Trabalho relativamente ao surto de COVID-19 em Reguengos de Monsaraz, afirma que “há perguntas que têm de ser feitas e respostas que têm de ser dadas em relação ao que aconteceu em Reguengos, mas o que nos preocupa neste momento é o resto do distrito”.

O deputado explica que “a pergunta que dirigimos ao Ministério do Trabalho tem que ver com perceber o que aconteceu em Reguengos e qual o ponto de situação dos planos de contingência dos lares do distrito de Évora”.

Sobre a discriminação que os reguenguenses já estão a sentir por estarem no centro do surto, reforça que “as pessoas não podem ser discriminadas, nem tratadas de forma desigual. O que é preciso combater o sentimento de intranquilidade e insegurança instalado. Se a situação em Reguengos já estivesse mais controlada, se houvesse um contributo para que as pessoas se pudessem sentir seguras e tranquilas julgo que haveria menos espaço para que atitudes discriminatórias existissem. Há-de chegar o momento em que têm de se apurar responsabilidades, mas neste momento o urgente é tomar medidas para que o problema seja travado de uma vez por todas. O que está a acontecer em Reguengos é um problema sério que tem de ser enfrentado”.

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