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JOAO OLIVEIRA

PCP

Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 10 Mar. 2021

Na habitual Revista de Imprensa desta quarta-feira contámos com o comentário do deputado João Oliveira.

 

Relativamente ao discurso de tomada de posse do reeleito Presidente da República, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, João Oliveira considera que o discurso apresentado foi um discurso cauteloso e que acompanha a imprevisibilidade do futuro. O deputado do PCP considera que as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa não tiveram grandes afirmações e que o discurso escolhido pelo Presidente da República acabou por ser um tipo de discurso “que sirva para tudo” devido à impossibilidade de, neste momento, prever o futuro: “Eu acho que é um discurso cauteloso com preocupações em função dessa imprevisibilidade do desenvolvimento da situação política.” Para o deputado, o discurso que fez referência a várias áreas e setores da vida nacional, lamentavelmente não fez uma “referência direta à situação que estão a viver neste momento milhares de trabalhadores que, não estando desempregados, não deixam de viver com essa preocupação, não deixam de viver com a preocupação em relação aos seus salários, aos seus postos de trabalhos, em relação a evolução da situação”. João Oliveira considera que essa é a preocupação central da situação que se está a atravessar atualmente: “Utilizando as palavras que são da Ministra da Saúde, “aquilo que mais mal faz à saúde é a pobreza” e eu concordo com esta afirmação. Acho que esta afirmação é rigorosa porque as pessoas em situação de pobreza, e por não conseguir prever a sua subsistência, ficam com todos os outros problemas mais complicados”. João Oliveira considera que é essencial que a ação do Presidente da República se centre no cumprimento do juramento que fez na tomada de posse: “O Presidente da República ontem, quando tomou posse, jurou defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição e eu diria que o cumprimento da Constituição é a chave da resposta para os problemas, quer os problemas que estamos agora a atravessar, quer os problemas que o futuro nos possa trazer.” 


Em relação ao Plano de Desconfinamento que será apresentado no dia de amanhã, o deputado indica ter duas preocupações e uma esperança: A primeira preocupação sentida tem a ver com as consequências que o confinamento está a tomar porque os prejuízos na vida das crianças, dos jovens, dos idosos e das famílias são “mais que muitos.” Para João Oliveira, o rastro de problemas económicos e sociais que vem atrás do confinamento é imenso e, quanto mais demorado for o confinamento, mais difícil serão de ultrapassar, começando-se a notar um “sentimento crescente de oposição, de indignação, de revolta, de recusa por parte das pessoas destas medidas do confinamento”. O deputado receia que esta recusa se possa transformar na “recusa relativamente a toda e qualquer medida que seja necessária, sendo essa uma situação bastante negativa.” A segunda preocupação que João Oliveira apresenta são os critérios de abordagem na discussão do desconfinamento: “Nós continuamos a discutir o encerramento e a abertura, quando aquilo que devíamos estar a discutir era o funcionamento.” O deputado considera que o Governo decidiu encerrar as escolas devido à pressão pública exercida, e sem qualquer base técnica ou científica, porque todos os dados científicos têm demonstrado que as escolas não são espaços de contágio e são espaços onde as pessoas cumprem as regras. João Oliveira afirma que o problema central da abordagem ao desconfinamento é o facto de ser discutida a abertura e o fecho dos espaços em detrimento do modo de funcionamento dos mesmos: “Nós estamos a discutir outra vez o abre e fecha. Em vez de discutirmos como é que funciona, nós estamos a discutir o que abre primeiro, ou que abre tudo ao mesmo tempo, ou quando chegarmos a um determinado número quais é que fecham primeiro... Estamos a fazer a discussão outra vez erradamente sobre o abre e fecha em vez de discutirmos como é que as coisas vão ter que funcionar para a gente não tenha que voltar a fechar mais coisa nenhuma.” Para João Oliveira a prioridade é rever e atualizar as regras se necessário for, mediante as informações e respostas concretas dadas pelos epidemiologistas que deverão confirmar quais as medidas para prevenir o contágio e controlar a pandemia. O deputado considera que a primeira discussão a ser tida deve ser em torno das condições necessárias para que os espaços possam funcionar em condições de segurança. João Oliveira considera que “a discussão que era preciso estar a ser feita neste momento era perguntar aos epidemiologistas se as regras que foram definidas estavam bem definidas, ou se as regras entretanto foram ultrapassadas pela realidade. Porque também se pode chegar à conclusão que definiram-se determinadas regras e que a realidade demonstrou que afinal de contas aquela s regras não são suficientes e que é preciso alterá-las, corrigi-las, o que quer que seja.” João Oliveira considera ainda que o que aconteceu, o aumento de casos Covid-19, pode estar relacionado com a variante britânica, pelo facto de ser mais infeciosa do que as outras que estavam em circulação anteriormente: “o problema não foi das regras que estavam definidas nem da forma como as pessoas se comportaram, o problema é que apareceu uma nova variante que era muito mais infeciosa e que levou a um aumento muito mais significativo de casos.”
Quando é abordada a questão de a solução passar pelo confinamento, João Oliveira afirma ser uma situação impensável: “Então morremos da cura. Passa pela cabeça de alguém que a gente possa viver fechados em casa? Não pode ser. A gente tem é que encontrar as regras que permitam que as coisas funcionem e ao mesmo tempo se assegure a segurança sanitária.”


Relativamente às eleições autárquicas, João Oliveira indica que, devido aos problemas sentidos pela pandemia e pelo combate à mesma, ainda não estão tomadas decisões relativamente às eleições mas garante “tenho a certeza de uma coisa: estamos a fazer tudo aquilo que é possível para garantir que nas próximas eleições autárquicas as populações possam rever-se se nas listas da CDU como listas de candidatos que estão ao serviço das populações, e para defender as populações, de acordo com aquilo que é necessário para defender os seus interesses e o desenvolvimento dos seus concelhos e das suas freguesias.” Em relação ainda às autárquicas, João Oliveira informa que não estão previstas novas coligações: “A coligação em que participamos com o partido ecologista Os verdes com intervenção democrática é o quadro natural da nossa intervenção política e parece-nos que essa é uma solução que tem dado provas de uma abrangência social muito significativa e invejável, sobretudo na comparação com outras forças políticas.”

 

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