06 Dez. 2021
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Comentário Semanal do deputado João Oliveira, aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 09 Jun. 2021

Na Revista de Imprensa desta quarta-feira, 12 de maio, contámos com o comentário do deputado João Oliveira, do Partido Comunista Português (PCP).

Foram abordados alguns temas que marcam a atualidade – o avanço nas duas novas fases do desconfinamento, o incidente recente com Espanha, motivado pela obrigatoriedade de apresentação de certificação de vacinas ou teste negativo, na circulação entre os dois países nas fronteiras terrestres, e por fim o tema polémico da promoção de um comissário de luxo, com ordenado considerado chorudo e que tem indignado muita gente.

Lisboa não vai avançar com desconfinamento, o que se pode esperar e como vê este aumento de casos?

João Oliveira afirma: “são decisões tomadas conforme a realidade que vai acontecendo, o governo medidas em função da realidade que vamos tendo, que vai acontecendo, de acordo com evolução natural e desenvolvimento da doença.”

No seguimento explica ainda que considera que “O governo devia estar concentrado em tomar medidas para garantir que a nossa vida nacional se normalizava.” Afirmando que “o que devíamos ouvir do governo era o anúncio de que foram contratados mais “x” enfermeiros, e “x” técnicos de saúde ambiental, para reforçar as equipas, para lá dos técnicos de saúde publica que foram contratados” e desta forma, garante o deputado, “garantir que, por essa via podemos retomar a normalidade da nossa vida”.

Nós temos assistido, ao contrário, e isto não serve de muito, porque acabamos por andar ao sabor da onda da epidemia e, o que devíamos estar a fazer, era a tomar medidas para não limitar e condicionar o desenvolvimento da pandemia”.

Sobre o tema da vacinação – “Boas notícias sobre a forma como a vacinação vai avançando, rapidamente e essa é verdadeiramente a questão a que nós temos que nos agarrar”.

Porque se quisermos estar, daqui a 4 ou 4,5 anos, a encarar este problema da epidemia, de forma mais aliviada, temos mesmo que garantir que a vacinação avança rapidamente e em grande dimensão.

Sobre o segundo tema, da problemática em torno da exigência das exigências de Espanha, na circulação entre froteiras, João Oliveira, diz:  “Espero que não tenha deixado mazelas, espero que tenha sido uma situação ultrapassada, do ponto de vista diplomático e do ponto de vista  dos contactos institucionais, que existem entre os dois países, que é pra isso que eles servem. Os nossos contactos diplomáticos, as ligações diplomáticas que temos, entre os chefes de estado e os chefes de governo, servem para isso mesmo, para resolver problemas quando eles aparecem. E eu espero que este seja o exemplo de um problema que foi resolvido por esta via”.

Ainda relativamente ao tema, refere o problema que poderia ter ocorrido caso Espanha não recuasse na decisão: “Acho que é mais que evidente o problema que aqui estava, na medida em que nós estamos a tratar de uma situação que poderia ter levado a problemas gravíssimos, para milhares de pessoas, e um problema económico com algum significado. Uma situação daquela natureza teria causado problemas enormes e causado problemas gravíssimos, porque se calhar muita gente retraía-se”.

Termina o assunto com uma nota: “Espero que não haja motivos, quer para os espanhóis desconfiarem dos portugueses, quer para os portugueses desconfiarem dos Espanhóis.

 Partindo para o último tema abordado, relativo à nomeação polémica de um comissário de luxo com um ordenado que deu que falar, o Deputado afirma que tem dois comentários a fazer, um em tom de “reparo” e outro de “discórdia”.

Teria sempre havido uma discordância, qualquer que fosse o problema”.

“Quem não gosta do 25 abril, não quer de maneira nenhuma que o 25 de abril seja comemorado, e qualquer comemoração ou festejo do 25 de abril é motivo de ódio, de raiva, julgo que se não fosse com a pessoa que foi nomeada, ou o salário, haveria de arranjar outro motivo qualquer para criticar.

Não devemos dar muita atenção ou tempo de antena aos inimigos do 25 de abril. Repara ainda.

Avança o tema, dizendo: “Em relação à decisão concreta que o governo tomou, é sempre um elemento de questionamento e de dúvida o salário que foi proposto, as condições que é nomeado, e o conjunto de meio mobilizados para quem organiza ou tem como responsabilidade organizar as comemorações do 25 de abril e que podiam ser objetos de outro tipo de opções

Termina, então afirmando que “a decisão do governo poderia ter sido ponderada de outra maneira, em relação aos meios que são mobilizados.o que é relevante é saber se os meios devem estar concentrados em quem organiza ou quem vai executar as iniciativas. E parece-me que a prioridade devia ser apoiar quem vai executar e realizar essas iniciativas.

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