Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 19 Jan. 2022

Na Revista de Imprensa desta quarta-feira, dia 19 de janeiro, contámos com o comentário do deputado João Oliveira, do Partido Comunista Português (PCP). Foram abordados os temas: Falta de habitação; queda de candidaturas de militares; isolamentos em altura das eleições; conferência de imprensa do Ministério da Administração adiada.

Relativamente à falha de políticas para atrair habitantes para o interior, devido à falta de habitação, João Oliveira refere que “a falta de emprego, salários baixos ou horários de trabalho desregulados, que não permitem articulação entre vida profissional e a vida familiar, são mais sentidas pelos jovens quando procuram constituir família e estabilizar a sua vida, mas logo a segui vêm as questões da habitação”.

Para o deputado, a solução deste constrangimento passa pela “construção de habitação pública é talvez um elemento mais imediato de resposta a este problema”.

João Oliveira acrescenta ainda que “a intervenção no mercado de arrendamento, nomeadamente a lei do arrendamento, é outro aspeto essencial porque em muitas circunstâncias a solução não passa pela aquisição de habitação própria, mas sim pela possibilidade de arrendar uma casa com a certeza que não se é despejado”.

No âmbito da queda de candidaturas para as forças armadas, aliada ao facto da pandemia vir a adiar o programa para atrair jovens aos ramos, o deputado avança que “esse retrato é o reflexo da falta de valorização das carreiras profissionais, por falta de valorização das remunerações dos servidores do estado”.

Neste sentido, do ponto de vista do deputado, “tem que haver uma solução que dê uma perspetiva de futuro para que as forças armadas possam dispor dos efetivos que correspondem à necessidade que o país tem delas”, acrescentado que “isto passa por reconsiderar as questões do serviço militar obrigatório”.

O político adianta ainda que “não precisamos das forças armadas para ir para a guerra, mas sim que as forças armadas estejam capacitadas para se fazer o que a constituição define como a sua missão que é a defesa da soberania e do território nacional”.

João Oliveira defende que a resolução deste problema passa por implementar “medidas efetivas de valorização de carreira militar, das condições de estabilidade que a carreira militar tem de ter associadas e das questões remuneratórias porque a valorização social e profissional também se faz por essa via”.

Em relação ao elevado número de isolamentos que se prevê no dia das eleições legislativas poder contribuir para uma taxa de abstenção considerada, o deputado assume o receio “todos os dias encontramos pessoas que têm duvidas se vão votar, não querem correr o risco de poder estar alguém infetado e de serem infetados também”.

De forma a ser possível todos exercerem o direito do voto sem por em causa a saúde das pessoas, “é preciso mandar uma mensagem de segurança, tranquilidade e confiança, e julgo que existam condições de maneira a que não haja um impacto muito grande na abstenção”, segundo João Oliveira.

Por último, o facto do Ministério da Administração Interna ter adiado uma conferência de imprensa que iria abordar a questão do voto dos eleitores, o político condena “a insistência nas medidas restritivas é a logica errada daquilo que é a lição que o povo português tem dado de compreensão e cumprimento das regras”, concluindo que “o que o Governo devia estar concentrado em criar condições para que as pessoas possam votar em segurança, em vez de depender de medidas restritivas”.

 

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