Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 14 Abr. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 14 de abril, abordou aos microfones da Rádio Campanário a ação da União Europeia contra a COVID-19, o Estado de Emergência em Portugal e o futuro pós-pandemia.

Questionado se mantém a convicção que a União Europeia não tem estado à altura das circunstâncias sociais em que vivemos, Carlos Zorrinho garantiu que “mantenho-a toda”, lembrando que “a UE, na altura Comunidade Económica Europeia, nasceu a seguir à Segunda Guerra Mundial, e na altura era uma Europa completamente destruída e num momento excecional, os países uniram-se para dar uma resposta conjunta. E, neste momento, nós estamos a viver uma catástrofe brutal do ponto de vista institucional e económico, e tem de se dar uma resposta forte, não pode ser uma “de meias tintas”. Ou estamos todos à altura, ou não estamos e vai cada um à sua vida. Mas eu acredito muito neste projeto europeu e não quero que ele falhe”.

O eurodeputado considera o acordo do Eurogrupo, que acordaram um pacote superior a 500 mil milhões de euros para responder à crise económica, “positiva, mas não suficiente. Com estes 500 mil milhões de euros, e sabendo que depois não vai haver troikas, nem Comissões e que a taxa de juro é igual para todos os países, Portugal vai estar mais à vontade para fazer as políticas que estamos a fazer a curto-prazo. Mas esta pandemia vai deixar o terreno muito maltratado e vai ser preciso voltar a semeá-lo e para isso precisamos de um fundo de recuperação, que ainda não está garantido, mas vamos lutar para isso”.

O socialista voltou a recordar que “a União Europeia começou mal” no combate à pandemia, mas que “veio recuperando, tomou medidas muito positivas, e está a começar a aproximar daquilo que era a minha expetativa, em termos de resposta imediata. Mas é tempo de começar a pensar na resposta futura”.

Em relação ao Estado de Emergência em Portugal, Carlos Zorrinho afirma que “o que importa no Estado de Emergência são as medidas em si, não é o facto de ser ou não um Estado de Emergência. Eu quero que deixe de haver o mais depressa possível, mas pode também haver um prolongamento, mas com o aliviar de algumas medidas. Temos que ouvir muito os especialistas e palpites é coisa que nós não podemos dar. Se os especialistas disserem que sim podemos aliviar um pouco, essas medidas podem ser tanto tomadas em contexto de Estado de Emergência ou não”. Porém, receia “o efeito psicológico que pode ter: Uma coisa é, por exemplo, pouco a pouco poderem abrir os restaurantes, desde que as pessoas usem máscara que não ocupem um determinado número de lugares; podem abrir os barbeiros e as modistas, desde que usem um determinado tipo de proteções. Outra coisa é dizer que acabou o Estado de Emergência, e isso pode dar um sentido às pessoas que pode voltar tudo ao normal e não é isso o significado”.

Quanto à duração do Estado de Emergência em Portugal, o eurodeputado diz que “não se podem fazer previsões, porque aparentemente haverá tratamentos mais eficazes não a muito longo-prazo, mas a vacina vai durar algum tempo. Portanto essa questão de voltar tudo à normalidade, de voltarmos a ir a um concerto ou assistir a um jogo de futebol num estádio, com um grande aglomerado de gente só vai acontecer quando tivermos a vacina”.

Sobre os efeitos futuros pós-pandemia, o eurodeputado realça que “Há muitas teorias sobre isso. O Mundo não vai voltar a ser igual. Não se pode tirar ilações positivas deste vírus. Mas no final disto, com muita reflexão, teremos que recomeçar, com as experiências que aprendemos”.

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