Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 21 Abr. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 21 de abril, abordou aos microfones da Rádio Campanário a polémica em torno das comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República.

Carlos Zorrinho começou por salientar que “é muito importante recordar que a Assembleia da República não encerrou. O Parlamento tem continuado a reunir com regularidade, com 1/3 dos deputados e nos momentos em que é preciso haver votações, o parlamento tem tido 116 deputados”.

Na sua opinião, considera que “não há nenhuma razão para não se celebrar o 25 de Abril no Parlamento. Certamente que foi uma decisão muito ponderada”. No entanto, “tenho algumas dúvidas: se houve um aumento do número de deputados que podem estar presentes e, sobretudo a presença de convidados. O facto de não haver convidados não tiraria brilho à cerimónia, e não teria dado tanta polémica. Teria sido mais correto apenas manter o normal funcionamento do Parlamento”.

O socialista acredita que esta polémica "tem sido aproveitada por muita gente para denegrir o 25 de Abril e para desviar atenções em relação ao debate. A questão se esta data deve ou não ser comemorada não deve estar em causa, a questão de como este processo foi feito, como diz o ditado “é preso por ter cão, e preso por não ter”.

Carlos Zorrinho frisa que “nós fazemos a comemoração da Revolução no nosso coração, na nossa memória, nas nossas casas e nas nossas ruas, quando pudermos voltar a fazer”. Contudo, “há atos simbólicos muito importantes. A celebração do 25 de Abril, do ponto de vista simbólico, é importante para a afirmação da nossa democracia. A questão importante é a de afirmar simbolicamente a importância desta data. A comemoração na Casa dos Portugueses, que é a Assembleia da República, é algo positivo. Podia ser feito com menos deputados e sem convidados e isso talvez tivesse retirado alguma polémica. Mas no dia em que deixarmos de celebrar a democracia, é porque ela está em perigo”.

Questionado sobre a tomada de decisão dos antigos Presidentes da República (à hora da entrevista ainda não era conhecida a decisão de Aníbal Cavaco Silva em não comparecer), o eurodeputado disse que “tenho estado algumas vezes com Jorge Sampaio e de facto a idade passa por nós todos, e seria um risco grande e tem todo o direto a decisão de não estar presente na cerimónia. O General Ramalho Eanes é um militar, esteve fortemente envolvido no 25 de Abril, e decidiu estar presente. São duas atitudes que eu respeito”.

Veja também...

Histórico de Notícias

« Junho 2020 »
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30