Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 29 Abr. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 28 de abril, abordou aos microfones da Rádio Campanário a não renovação do Estado de Emergência em Portugal.

Carlos Zorrinho relembrou que “estamos a travar uma luta muito difícil contra uma pandemia global, que é muito complexa, mas os objetivos que traçámos, como ter capacidade de resposta do SNS, foi fundamental nesta altura e ficou muito valorizado aos olhos dos portugueses. Mas temos situações como Itália, Espanha, Estados Unidos ou Brasil, em que não há capacidade de resposta nos hospitais para as situações mais graves”.  

O eurodeputado reconheceu ainda que “em Portugal, tem havido pessoas que perderam a vida, outras que têm passado situações muito difíceis, mas temos controlado a pandemia do ponto de vista sanitário. Por outro lado, outra questão que tem estado muito ligada a esta situação, é que há muita gente com problemas económicos, sociais, com o confinamento e até psicológicos e, de facto, mais de 40 dias de confinamento é um esforço enorme.”

Carlos Zorrinho afirmou que “estão a ser tomadas muitas medidas, nem sempre com a velocidade que se gostaria, mas tem havido um esforço grande e isso permitiu que o nosso Presidente da República tenha proposto o fim do Estado de Emergência e que agora passemos a um Estado de Calamidade que dá mais responsabilidades às pessoas, porque é um estado mais ligado à Proteção Civil e não tão institucional como é o Estado de Emergência. Os portugueses já mostraram que, globalmente, dão um grande exemplo, mas temos de continuar a ter contenção porque como também ficou referido, se ficar em causa a capacidade de resposta dos Hospitais, voltamos de novo ao Estado de Emergência”.

Questionado se haverá um risco de o número de infetados com COVID-19 dispararem com o fim do Estado de Emergência, o socialista admitiu que “haverá sempre esse risco, mas também temos que pensar no risco das pessoas que têm restaurantes, cabeleireiros, barbeiros, pequenos negócios, e também a qualificação e a formação das pessoas, e por isso temos que equilibrar, mantendo o distanciamento social, e que a economia possa respirar. Eu acredito que as pessoas vão continuar a ter os comportamentos de higiene, de distanciamento, de cuidado, mas evidentemente se isso não acontecer, muito rapidamente o Presidente da República, com o apoio do Governo, volta a decretar o Estado de Emergência. Como disseram o Presidente da República e o Primeiro-Ministro, a preocupação foi sempre haver capacidade de resposta dos Hospitais e se começar a haver um aumento de pessoas infetadas e os Hospitais não conseguirem ter capacidade de resposta, então volta-se atrás na decisão”.

O eurodeputado frisou ainda que “há uma questão essencial que é a questão da confiança: se a pessoa não tiver confiança não vai ao estádio de futebol, não vai ao barbeiro. E muitas das medidas que vão ser postas em prática são para, a pouco e pouco, ganharmos confiança. Eu acho que nada voltará a ser como dantes, mas o volume da economia, embora diferente, tem de voltar a andar, porque precisamos de criar riqueza, de criar empregos, mas tem que ser com passos seguros e não, como diz o ditado “dar passos mais largos que a própria perna”.

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