Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 19 maio 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 19 de maio, abordou aos microfones da Rádio Campanário a possível recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República, após as declarações na Autoeuropa tanto do atual Presidente da República e do Primeiro-Ministro, António Costa, e a segunda fase de desconfinamento.

Sobre as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa na Autoeuropa, que foram interpretadas como uma vontade de avançar para um segundo mandato, Carlos Zorrinho afirma que “que o Professor Marcelo já tinha dado sinais que pretendia avançar com a recandidatura, que estava a aguardar pelo o timing certo para anunciar, e aproveitou aquela oportunidade [declarações do Primeiro-Ministro António Costa, que queria voltar à Autoeuropa no segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa] para dar o passo em frente. Foi também um pouco ao estilo Marcelo Rebelo de Sousa”.

O socialista refere que as declarações dos dois governantes “aconteceram com naturalidade”, mas recusa a ideia que Marcelo Rebelo de Sousa é o candidato do Partido Socialista, até porque “o PS não tem tido candidatos oficiais, ao contrário de outros partidos. Aliás, como aconteceu nas últimas eleições presidenciais, o Secretário-Geral do PS apelou à mobilização dos socialistas em torno das candidaturas de Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém. A conclusão que eu retiro é que o PS se revê em Marcelo de Rebelo de Sousa, mas é apenas uma primeira porta que se entreabre”.

Sobre Ana Gomes, que vai refletir sobre candidatura a Belém, o eurodeputado afirma que “a decisão de ser candidato é apenas da pessoa. Se tivermos bons candidatos, é mais fácil os cidadãos votarem e os partidos darem indicações ou sugestões de votos, como o PS tem feito. Formalmente ainda não há candidatos. Marcelo Rebelo de Sousa já deu a entender que vai avançar, mas não formalizou, por isso temos de continuar a ser ponderados na análise”.

Relativamente ao processo de desconfinamento, Carlos Zorrinho diz que “claramente é mais fácil confinar do que desconfinar. Desconfinar tem que ser com muitas tentativas, porque as pessoas têm receio. São novas praticas, mas pelo que podemos ver é que por enquanto os números têm vindo a mostrar que está a seguir um caminho com cautela, mas certo”.

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