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Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 02 Jun. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 2 de junho, abordou aos microfones da Rádio Campanário o valor recorde da dívida publica portuguesa atingida em abril, a posição da Direcção-Geral da Saúde (DGS) em relação à retoma dos jogos de futebol com público nos estádios, a situação de violência que se vive nos EUA, e ainda as recentes sondagens que colocam o PS à beira da maioria absoluta.

Relativamente ao valor recorde da dívida publica portuguesa, que atingiu os 262,1 mil milhões de euros em abril, Carlos Zorrinho diz que é uma situação “compreensível”, visto que “todo o apoio dado pelo Governo para dar uma resposta imediata à pandemia, não tinha outra alternativa senão agravar a dívida. Portugal estava a reduzir a dívida pública de forma muito rápida, mas o aparecimento da pandemia veio alterar completamente as circunstâncias. Portanto não é nenhuma surpresa estes números, que vão continuar a subir ao longo do ano. E a contrapartida vai ser a possibilidade de Portugal poder beneficiar de empréstimos feitos ao abrigo do Fundo de Recuperação da União Europeia e também de empréstimos ao abrigo dos mecanismos do Eurogrupo, que sobretudo são empréstimos com uma maturidade muito elevada e que não contam diretamente para a dívida do Estado. Foi por isso que foi tão importante conseguir empréstimos que são obtidos pela União Europeia e que serão divida da UE, e podermos apenas pagar juros com maturidade muito larga e não contarão para a divida do país”.

O eurodeputado frisa ainda que “quando este Governo entrou em funções, a dívida pública era de 1,35 e antes da pandemia já estava em 1,21”. Questionado sobre a possibilidade de um agravamento dos impostos, Carlos Zorrinho afirma que “É muito cedo para definir esse cenário. Obviamente que o Governo está a procurar outras soluções e a União Europeia tem sido solidária para que grande parte do financiamento seja solidário, que não implique um aumento direto de impostos e também já não há muito espaço para aumentar a carga fiscal”.

Quanto à posição da Direcção-Geral da Saúde (DGS) em relação à retoma dos jogos de futebol com público nos estádios, que diz que vai depender de uma avaliação rigorosa, o socialista enaltece que “neste momento o foco é a pandemia e evitarmos a contaminação das pessoas, e por isso pouco me importa o que está a acontecer, seja um jogo de futebol, ou um espetáculo cultural, desde que as regras impostas sejam cumpridas”.

Sobre a questão em torno dos Estados Unidos, Carlos Zorrinho diz que é uma situação muito preocupante, “num país onde a democracia era de referência. Os Estados Unidos estão a respirar mal democraticamente, economicamente, e no que diz respeito a tolerância racial. Donald Trump está só preocupado em ser reeleito e está a fraturar os Estados Unidos, tal como Bolsonaro está a fazer no Brasil”.

No que diz respeito às recentes sondagens que colocam o Partido Socialista á beira da maioria absoluta, o eurodeputado faz uma leitura de que “há uma apreciação geral positiva dos portugueses em relação à resposta do Governo à pandemia”.