Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 09 Jun. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 9 de junho, abordou aos microfones da Rádio Campanário a saída de Mário Centeno do Governo e as manifestações antirracistas.

Sobre a saída de Mário Centeno do Governo e a nomeação de João Leão para Ministro das Finanças, o eurodeputado afirma que “Mário Centeno foi um grande Ministro das Finanças, um grande Presidente do Eurogrupo, alguém que nos honrou muito e que até nos emocionou quando o chamavam de «Cristiano Ronaldo das Finanças» e que recentemente conseguiu levar o Eurogrupo a tomar decisões solidárias como nunca antes tinha tomado”. Contudo, “não há insubstituíveis e João Leão, pelo que sei, é alguém que trabalhou muito próximo de Mário Centeno, que tem uma linha de intervenção também de contas certas, mas sem quebrar o desenvolvimento. O que espero é que recordemos sempre Mário Centeno como um grande Ministro das Finanças, mas que não lembremos muito dele, até porque João Leão vai seguir o caminho que Centeno estava a fazer”.

Quanto ao futuro de Centeno, o socialista brinca dizendo “não tenho dotes astrológicos”, mas não tem dúvidas de que “tem uma credibilidade que o habilita a ser Governador de Portugal ou a desempenhar um cargo internacional de alto relevo, quer a fazer uma sabática. Mas isso vai depender sobretudo do próprio”.

“Há felizmente um trabalho feito pelo Primeiro-Ministro, pelo Governo e por muitas pessoas, incluindo os eurodeputados, que permitiu, não obstante de estarmos perante uma situação muito difícil, termos alguns meios financeiros para poder fazer face a essa situação. Por isso estou convencido que, quer fosse Mário Centeno ou agora João Leão, obviamente que não vão desperdiçar dinheiro. E para gastarmos recursos em tempo útil e bem, para podermos recuperar de forma consistente, todo o Governo conta e não apenas uma pessoa. Admiro muito Mário Centeno, mas nunca acreditei em Homens providenciais”, salienta Carlos Zorrinho.

Relativamente às manifestações antirracistas e a polémica da sua realização em tempos de pandemia, o eurodeputado frisa que “nunca devemos deixar de manifestar aquilo que sentimos e que defendemos, pelo facto de haver uma pandemia. Por isso as manifestações que ocorreram por todo o Mundo são por uma causa justa e por uma causa nobre”.

“O apelo que quero fazer é que, em vez de apontarmos o dedo, cada um de nós sabe o que tem de fazer e há uma coisa que tem de ficar clara: em democracia, o Governo não pode proibir manifestações, mas pode exigir que sejam feitas com determinadas regras e para isso a polícia aconselha e procura sensibilizar, umas vezes consegue, outras não”, diz Carlos Zorrinho.

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