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Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 16 Jun. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 16 de junho, abordou aos microfones da Rádio Campanário a chegada de João Leão ao Governo e a, eventual, candidatura de Mário Centeno ao Banco de Portugal.

Sobre João Leão e a sua medida de não ir aumentar os impostos no Orçamento Suplementar, o socialista refere que “qualquer decisor político neste momento tem a noção de que para podermos reentrar numa atividade económica e social é preciso que as pessoas tenham rendimentos”. Para o eurodeputado se houvessem aumento de impostos ou algo que “reduza os rendimentos das famílias é contraproducente, porque o precisamos neste momento é de injetar para as pessoas poderem adquirir, ir aos restaurantes, etc., para reanimar a economia e reanimar a sociedade. E acho que João Leão começa com um bom sentido”.

Quanto ao futuro de Centeno e o projeto-lei que visa o impedimento deste chegar ao Banco de Portugal, Carlos Zorrinho afirma que tem havido “uma enorme hipocrisia na política portuguesa, à direita e à esquerda do PS, em relação a Mário Centeno”.

O socialista explica esta afirmação dizendo que “Mário Centeno foi muitas vezes criticado, foi muitas vezes aplaudido, mas quando se percebeu que ele queria sair do Governo, toda a gente lhe fez grandes elogios, e ainda bem, mas foram elogios um pouco para destacar que ele ia sair do Governo e agora que quer ir para o Banco do Portugal, as pessoas já acham que já não deve ir para lá. Ou seja, as leis feitas por medida para impedir alguém de exercer alguma função são sempre más medidas. Porque até agora ninguém se lembrou de proibir que um ministro das finanças fosse para o Banco de Portugal. Mas, neste momento Mário Centeno, eventualmente, pode ser candidato, se existir uma lei para o impedir acho que é hipócrita”.

Sobre este impedimento que se está a fazer de Mário Centeno ao Banco de Portugal, Carlos Zorrinho frisa que “A questão no fundo é política. Mário Centeno é um grande trunfo político do país e do partido com quem trabalha e por isso as oposições querem descansar. No fundo é tentar fazer com que o PS e Mário Centeno paguem um preço político por esta questão”.

Quanto à estupefação de Marcelo Rebelo de Sousa com as condições para novas injeções no Novo Banco, o eurodeputado crê ser “muito importante que o acordo que foi feito com o fundo fosse completamente transparente e público. Temos de ver o contrato pois ou há aqui má gestão do contrato ou há um mau contrato”.