Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 07 Jul. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 07 de julho, abordou aos microfones da Rádio Campanário a exclusão de Portugal da lista de países seguros do Reino Unido, a situação da TAP e ainda o surto de COVID-19 no Alentejo.

Sobre a questão da exclusão de Portugal da lista de países seguros do Reino Unido refere que a decisão “não é boa para um país como Portugal que tem uma dependência grande do turismo. As razões que motivaram a esta decisão, cabe aos especialistas avaliarem, mas há muita desconfiança na forma como alguns países comunicaram os dados e se, efetivamente, ficámos fora porque fomos transparentes, eu acho que ainda bem que fomos transparentes porque mais cedo ou mais tarde poderíamos pagar isso muito caro”.

O eurodeputado frisa que o foco agora é “conseguimos baixar o número de contaminações para sermos um destino que possa ser estatisticamente considerado seguro”.

“Não sei o que aconteceu nas relações diplomáticas entre Portugal e o Reino Unido, porque os dados em si não justificariam esta decisão. Mas daquilo que são os dados concretos, há também muito jogo comercial. Tudo isto tem a ver com a geopolítica, o que é importante é sermos transparentes, fazermos o melhor possível do ponto de vista sanitário de maneira a que não haja nada a apontar-nos”, afirma.

Quanto ao acordo da TAP revela que “são negócios de enorme complexidade, com muitas variáveis, mas olhando para os vários cenários este é o mais moderado pois permite, por um lado, que a TAP não desapareça e permite também minimizar os danos”.

Carlos Zorrinho, ainda sobre a questão de Portugal estar de fora do Reino Unido e da TAP, diz que a companhia aérea “vai precisar muito que se ultrapasse o problema nos EUA, no Brasil, em Angola, etc., porque é uma companhia que liga a diáspora portuguesa a Portugal, é uma boa companhia no plano europeu e vive muitos destes voos”.

Quanto à questão de a Comissão Europeia estar pessimista relativamente ao PIB de Portugal, o eurodeputado afirma que “esta posição mais negativa é porque não haverá tanto turismo externo, mas possivelmente, teremos mais turismo interno. Mas há aqui um fator que não entra em nenhum modelo, que é o comportamento do vírus, que não é controlável”.

Por fim, sobre o surto de COVID-19 no Alentejo apela à solidariedade para com a “autarquia, com os profissionais de saúde, com os bombeiros, com as famílias e com todos os que estão a procurar minimizar a situação. O Alentejo é um paraíso e muita gente gosta de cá vir, não gerámos focos nós próprios e muita gente nos visita, mas penso no Alentejo podemos continuar a dizer, com muito orgulho, que é uma região muito segura”.

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