11 Ago. 2020
Augusta Serrano;
Fadistices
20:00-21:00

Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 28 Jul. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 28 de julho, abordou aos microfones da Rádio Campanário a venda de imóveis a fundo anónimo por parte do Novo Banco, as alterações ao lay-off a partir de agosto e o fim do debates quinzenais com o Primeiro Ministro.

Sobre o Novo Banco e também as injeções de capital do Governo, Carlos Zorrinho refere que o “acordo deu uma garantia de acesso do Novo Banco a uma espécie de conta corrente para prejuízos e fez com que o Novo Banco faça negócios ruinosos, porque sabe que são cobertos pelo Fundo de Resolução. É um contrato muito mau e o Novo Banco é um mau banco”.

Questionado sobre as alterações do lay-off a partir de agosto e a forma como tudo se vai processar, o socialista afirma que “tem de haver uma gestão ponderada dos recursos para que se possa dar a quem mais precisa, por outro lado há a necessidade de uma margem caso a pandemia se prolongue para conseguirmos a frequência das empresas. Tem de existir uma gestão ponderada para conseguir manter a economia”.

Sobre o eventual fecho de mais empresas, não acredita que o “em função direta deste facto”. No entanto, crê que “podem haver alguns despedimentos, mas se a economia recuperar estas pessoas são também reabsorvidas. Todos os anos fecham e abrem empresas, precisamos é de garantir que o terreno continua fértil”.

Já sobre o fim dos debates quinzenais com o Primeiro Ministro, explica que, inicialmente, quando se iniciou essa discussão “achei interessante em vez de termos um Primeiro Ministro de 15 em 15 dias na Assembleia da República, termos uma vez por mês um debate mais profundo. Mas, a maneira como foram aplicadas as coisas, acho que foi um exagero. Passámos de 8 para 80, se havia excesso de debates, agora acho que há falta de debates. Para mim o modelo era um debate mensal, num intervalo com debates setoriais e dar espaço a debates sobre a Europa”.

Sobre as declarações do presidente do PSD, Rui Rio, sobre estes debates quinzenais descredibilizarem a Assembleia da República, Carlos Zorrinho afirma que “essa fundamentação desvaloriza o Parlamento e desvalorizar o Parlamento não é bom. Isto foi uma viragem de 180º e liderada pelo partido da oposição que cria uma imagem negativa e errada ao dizer que o trabalho parlamentar não é trabalho. Esta afirmação na sua essência é uma afirmação que não é inspirada pelos valores democráticos”.

Questionado sobre a sua intenção de voto relativamente aos debates quinzenais caso fosse deputado, esclarece que “se fosse deputado teria de avaliar a minha posição quanto a isso. Na proposta inicial votaria a favor, mas a forma como foi depois conduzida [a proposta] ou não votaria ou votaria contra”.

Veja também...

Histórico de Notícias

« Agosto 2020 »
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31