Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 01 Set. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 01 de setembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a possível crise-política devido ao Orçamento de Estado para 2021, a possível recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa a Presidente da República e a Festa do Avante!

Sobre as declarações de António Costa, onde avisa que se não houver acordo para a aprovação do Orçamento do Estado para 2021 haverá crise política e que, sem entendimento à esquerda, recusará negociar à direita a subsistência do Governo, Carlos Zorrinho refere que é “muito prematuro dizer que estamos perante uma crise política”. No entanto, explica que “temos um quadro parlamentar que obriga a que o Orçamento de Estado seja aprovado por mais que o partido que assegura o Governo. Estou convencido que imperará o bom senso. Temos também o contexto de pandemia, de recuperação, de grande desafio, dificilmente os portugueses compreenderiam que houvesse agora uma interrupção neste processo que estamos a fazer de recuperação. Temos também as eleições presidenciais e temos o exercício da presidência por parte de Portugal na União Europeia. A verdade é que a democracia vai funcionar. Estou convencido que se vão encontrar soluções, mas é muito prematuro falar de uma crise política”.

“Temos de ter presente que a política é isto mesmo e a democracia em qualquer momento cada partido faz a sua escolha”, frisa o eurodeputado.

Questionado se as propostas dos partidos podem vir a ser problemáticas para o Governo, o socialista afirma que “os portugueses têm dado mostras ao longo destes anos de democracia que têm uma enorme maturidade, portanto, se os partidos pedirem tudo ao Governo para poderem viabilizar o Orçamento de Estado, as pessoas vão entender que isso não é razoável. Acho que vai haver um equilíbrio democrático. Em certa medida vai haver condições para algumas das propostas serem aceites e não perdermos esta oportunidade de, perante uma catástrofe, recuperarmos e combatermos as desigualdades, tornando o país mais competitivo com mais possibilidade de ser resistente”.

Quanto à possível recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa a Presidente da República, diz que se ainda não foi anunciada “é porque não sentiu essa necessidade. Toda a gente fala e isso é um dado adquirido na sociedade portuguesa. Quanto muito teria que desmentir a candidatura, ele não dizendo nada toda a gente equaciona que ele é candidato, portanto está a fazer o percurso como candidato”.

Por fim, sobre a Festa do Avante!, afirma que “não pode haver nenhuma distinção específica para a Festa do Avante! ou para um concerto ou para as festas de uma associação de solidariedade social ou outra atividade. As normas têm de ser as da Direção-Geral de Saúde e têm de ser aplicadas. Acredito que se outra organização quiser organizar uma atividade nos moldes da Festa do Avante!, terá também um conjunto de regras similares e terá de as cumprir de forma similar”.

Na sua opinião “temos debatido demasiado a questão do Avante! e temos deixado de discutir outras coisas que são importantes. As regras foram decididas, julgo eu, não por ser a Festa do Avante!, mas por ser uma festa com um determinado espaço para um determinado tipo de eventos”.

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