Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 08 Set. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 08 de setembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a candidatura de Ana Gomes à Presidência da República, a possível segunda vaga de COVID-19 em Portugal, a participação do PCP no Orçamento de Estado para 2021, a Festa do Avante e o Fundo de Resolução do Novo Banco.

Sobre a questão da candidatura da ex-eurodeputada Ana Gomes à Presidência da República, Carlos Zorrinho afirma que “quer Ana Gomes, quer Marisa Matias são duas candidatas de enorme qualidade, duas políticas excelentes e é muito importante que se comece a desenhar um quadro de candidatos à Presidência da República em que todos os portugueses terão a possibilidade de se rever. Para o PS a candidatura de Ana Gomes não cria nenhum problema, pois não tem candidato próprio e não tem o princípio de apresentar um candidato”.

Sobre o possível apoio de António Costa a uma recandidatura por parte do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o eurodeputado apenas refere que “o primeiro mandato de Marcelo Rebelo de Sousa foi, tem sido e está a ser um excelente mandato. Mas ele terá que apresentar a sua nova candidatura, as suas ideias e cada um de nós fará a análise baseado naquilo que são os nossos conhecimentos e naquilo que são as nossas experiências”.

Quanto a uma segunda vaga da COVID-19 em Portugal, que pode até surgir com o regresso presencial às aulas a partir da próxima semana, e a necessidade de uma estratégia para lidar com a situação, o socialista explica que para evitar essa vaga têm de haver “compromissos como a redução dos contactos, todos os contactos que não sejam necessários devem ser evitados. É importante os alunos poderem voltar a ter a escola, a ser uma comunidade presencial. Todo o ponto de vista psicológico, da empatia, da aprendizagem isso é muito importante. Acho que neste momento estamos muito melhor preparados do que estávamos há seis meses. Quando olhamos para um problema na perspetiva dos professores, dos pais, dos autarcas, dos empresários cada um nós olha e faria alguma coisa diferente e melhoraria um ponto ou outro. Acho que o que é preciso é haver uma grande humildade, por parte do Governo, das escolas, por parte de todos, para melhorarmos todos e termos a consciência de que estamos muito melhor preparados do que estávamos”

“Não devemos ter medo da segunda vaga, mas devemos ter muito cuidado para que os números não aumentem. Na minha perspetiva há já um excessivo foco estatístico, quando devemos é ter um foco social, verificar como é que conseguimos que as comunidades funcionem, que as pessoas sejam tratadas e que haja cada vez menos gente a morrer”, frisa Carlos Zorrinho.

Quanto aos casos em lares e as declarações do Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, nas quais referia não entender como não foram retiradas lições sobre os lares, o socialista explica “uma parte significativa da rede de lares é uma rede social ou privada e também ouvi ontem o Primeiro-Ministro dizer que era importante as verificações de casos de lares fossem feitas assim que acontece um caso e não quando já há um surto. É normal que quem gere as instituições queira evitar o pânico ou proteger a reputação, mas nós sabemos que quanto mais depressa se conhecer uma situação, mais facilmente é controlada”.

Quanto aos diálogos do PCP com o Governo sobre o Orçamento de Estado para 2021, o eurodeputada recorda a importância do que foi “inaugurado em 2015 pelo PS, a abertura do arco da governação a mais partidos, ao PAN, PCP, BE, o que cria mais condições para se fazerem documentos muitos participados e é importante que ninguém feche a porta na participação do OE”.

Já sobre a “Festa do Avante!”, reforça a conclusão que já tinha referido à RC no comentário de dia 01 de setembro, “foi uma Festa que teve uma polémica desproporcionada em relação ao que foi”.

Por fim, sobre a polémica do Fundo de Resolução do Novo Banco diz que “tudo o que já disseram do Novo Banco desde o primeiro momento até hoje, é algo que está envolto numa névoa, se D. Sebastião fosse banqueiro possivelmente estaríamos à espera que ele voltasse. De facto, é inaceitável, não conheço os documentos, mas toda a situação é negativa, por afetação de fundos, mas provoca na sociedade portuguesa uma desmoralização”.

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