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Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 27 Out. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 27 de outubro, abordou aos microfones da Rádio Campanário, as votações para o Orçamento de Estado (OE) para 2021, os resultados das eleições regionais dos Açores e a segunda vaga da pandemia COVID-19.

O debate da proposta de Orçamento do Estado para 2021 iniciou-se esta terça-feira. Matematicamente, o OE será viabilizado na generalidade, com as abstenções do PCP, do PAN, do PEV e das deputadas não-inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues e com os votos contra do PSD, CDS-PP, IL, CHEGA e Bloco de Esquerda, o único partido à esquerda a votar contra o OE 2021. Carlos Zorrinho admitiu que não compreende “e não entendo” a tomada de decisão do BE.

Para o eurodeputado, “o que importa agora é olhar em frente e fazer acontecer e que este OE passe na generalidade e nas especialidades e que seja aprovado para ajudar as pessoas, as empresas e melhorar a vida dos portugueses e para reforçar o SNS”.

“Essa aprovação é fundamental para ajudar a minorar o sofrimento e ajudar a recuperar o país”, enaltece o socialista.

Questionado se considera que houve uma jogada política por parte do BE, Carlos Zorrinho afirmou que “é óbvio que é uma jogada política”, lembrando que “(…) estamos a aproximar das Eleições presidenciais e também das autárquicas e há um posicionamento normal tanto dos partidos à esquerda como à direita. O eurodeputado espera que “no fim não sejam os portugueses a pagar estes ceticismos políticos que têm marcado, infelizmente, esta segunda fase da pandemia”.

“Na primeira vaga da COVID-19, houve um grande sentimento de unidade nacional e isso perdeu-se (…)”, disse.

Com este voto contra do BE no Orçamento de Estado para 2021, o socialista não tem dúvidas de que “(…) a Geringonça, tal como a conhecíamos em 2015, não existe mais”.

No passado domingo, os açorianos foram às urnas para definirem a distribuição dos 57 assentos da Assembleia Legislativa Regional, da qual resultará o próximo governo da Região Autónoma. O PS, que governa a região há 24 anos, venceu as eleições, mas perdeu a maioria absoluta que detinha há mais de 20 anos. Na distribuição de mandatos, o PS consegue 25, o PSD 21, o CDS três, o CHEGA dois, o Bloco de Esquerda dois, o PPM dois, a Iniciativa Liberal um e o PAN outro. De fora do parlamento regional fica a CDU. Na prática, os partidos à direita - PSD, CDS, CHEGA, IL e PPM têm mais mandatos (29) do que os partidos à esquerda (28) – PS, BE e PAN.

Segundo o socialista, não se poderá fazer uma leitura destes resultados para as próximas eleições legislativas, mas “reflete uma tendência de surgimento de novos partidos alguns contra-sistema”. O eurodeputado salienta que “o PS governa os Açores há mais de 20 anos” e que isso também “cria algum desgaste. E esses novos partidos, com uma linguagem populista, conseguem sempre, no fundo, conjugar os descontentes. Aquilo que aconteceu nos Açores já aconteceu em muitos outros sítios, mas é também consequência dos tempos que vivemos”.

Sobre o resultado obtido pelo CHEGA, que conseguiu eleger dois deputados, o socialista sublinha que “felizmente, tanto nos Açores como em Portugal, a grande maioria dos eleitores não votam e nem tencionam votar em partidos como o CHEGA”.

Relativamente à segunda vaga da pandemia COVID-19 na Europa e quanto ao futuro, o eurodeputado lembra que “é muito difícil fazer previsões”, enaltecendo que “há previsões otimistas em relação à vacina, que preveem que ela esteja disponível ainda este ano”.

Para Carlos Zorrinho, as medidas tomadas pelo Governo são “as possíveis” e frisa que “é preciso a cooperação de todos, pois o SNS é muito importante e toda a gente (…) É muito importante não voltarmos a confinar, porque sabemos o impacto que isso tem na economia e no emprego”.

No contexto europeu, o socialista refere que “o que estamos a verificar um pouco por toda a Europa (…) não é um confinamento geral, mas sim parcial - alguns recolheres obrigatórios, cercas sanitárias. (…)”.

Carlos Zorrinho foi um dos 100 eurodeputados distinguidos como os mais influentes do Parlamento Europeu, numa lista em que constam cinco eurodeputados portugueses – Carlos Zorrinho (PS), Margarida Marques (PS), Paulo Rangel (PSD), Pedro Silva Pereira (PS) e José Manuel Fernandes (PSD). Aos microfones da nossa emissora, o socialista disse que “é sempre muito bom sermos reconhecidos”, destacando que Portugal tem “uma excelente equipa de eurodeputados”, não tendo dúvidas de que “o nosso país está muito bem representado”.

“Fico contente que o meu trabalho seja reconhecido”, enaltece.

O socialista destacou que a Rádio Campanário “também me ajuda ao poder comunicar aquilo que faço com o seu vasto auditório e a ter um contacto mais direto com a realidade portuguesa, para poder conhecer essa realidade e exercer com rigor o meu mandato em Bruxelas”.

O eurodeputado admitiu que deseja é que um dia “possamos iniciar este programa dizendo que agora podemos respirar fundo e podemos voltar a abraçar uns aos outros, porque vencemos esta batalha [COVID-19]”.

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