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Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 03 Nov. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 3 de novembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o possível regresso ao Estado de Emergência em Portugal, devido à evolução da pandemia COVID-19, as eleições nos Estados Unidos da América e os resultados das Eleições Regionais dos Açores.

Esta segunda-feira, o Primeiro-Ministro propôs hoje ao Presidente da República que seja decretado o Estado de Emergência "com natureza preventiva" para "eliminar dúvidas" sobre a ação do Governo para a proteção dos cidadãos em relação à pandemia da COVID-19. Em entrevista à RTP, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que está a ser ponderado um novo Estado de Emergência “diferente no sentido de muito limitado, de efeitos sobretudo preventivos e não muito extenso”.

Na opinião de Carlos Zorrinho, desta vez “será um Estado de Emergência diferente, mais limitado” e salienta que “fomos aprendendo muito ao longo destes meses”. Contudo, realça que “os números são preocupantes e está a morrer muita gente e isso é muito significativo”. Segundo a perceção do socialista, será um Estado de Emergência preventivo, ou seja, “que não retira liberdades e direitos, sobretudos aqueles que são os nossos direitos constitucionais (…) e impõe aquilo que for necessário para que o bem comum seja salvaguardado”.

No passado sábado, dia 31 de outubro, o Conselho de Ministros anunciou novas medidas para combater a evolução da pandemia COVID-19 no país, tendo sido alargadas as medidas mais restritivas que tinham sido estabelecidas para os concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira, a 121 concelhos, entre os quais o concelho de Vila Viçosa. O eurodeputado salienta que continuam a ser medidas “que apelam muito ao nosso dever cívico e que somos um Estado democrático”.

Carlos Zorrinho achou a proposta do Governo “uma solução que procura equilibrar a balança - por um lado protegermo-nos o mais possível do ponto de vista sanitário, mas também protegermos a economia e os empregos do nosso país”, salientando que esta proposta foi complementada com “a proposta do Estado de Emergência e pelo Presidente da República”.

Em entrevista à RTP, o Presidente da República admitiu que foram cometidos erros na gestão da pandemia e deixou críticas à comunicação da DGS. Carlos Zorrinho admite que “estou de acordo que algumas vezes têm sido passadas mensagens contraditórias” por parte da DGS, pois “pede-se a cada um de nós que se limitem ao máximo os contactos físicos e depois autorizam determinado tipo de eventos, que às vezes se perde o controlo”, lembrando que “não é essa a intenção [por parte da DGS]”, porque “a DGS certamente definiu regras muito claras, mas depois no terreno às vezes é difícil [aplicar]. (…) É mais fácil escrever normas, do que fazê-las cumprir”, afirma o Eurodeputado.

O Governo quer colocar militares e funcionários públicos a fazer rastreio de contactos de infetados com COVID-19. Sobre esta matéria, o socialista sublinha que “o Exército funciona para nos defender de ameaças externas. Mas a verdade é que esta pandemia é uma ameaça global e por isso quanto mais puderem juntar-se a esta ajuda é de facto positivo”. Carlos Zorrinho lembra ainda que “não nos podemos esquecer que há muito voluntarismo, e isso é muito positivo. Mas para lidar com estas situações é preciso também muita formação e, portanto, é preciso que haja voluntarismo com informação e com regras”.

Esta terça-feira é dia de Eleições Presidências no EUA. Questionado qual o impacto que o resultado pode ter no Mundo e na Democracia, Carlos Zorrinho admite que “esta noite não vou dormir”, reconhecendo que as eleições norte-americanas “têm sempre impacto brutal. Nós todos devíamos poder votar nestas eleições, porque elas são muito importantes para a nossa vida”.

“Repare, se no ano 2000 Al Gore tivesse ganho as eleições contra George W. Bush, nós teríamos certamente tido um Mundo completamente diferente, assim se Trump tivesse perdido contra Hillary Clinton”, refere o socialista.

O Eurodeputado frisa que “temos que respeitar a escolha dos americanos” e enaltece que as eleições deste ano “são muito especiais, porque há muita gente que está a votar por correspondência, o que significa que vai haver de madrugada, quando começarem a sair as primeiras projeções dos resultados, elas possivelmente vão ser diferentes das contagens, porque as projeções têm em conta sondagens de pessoas que entretendo votaram e que os votos só irão ser contados daqui a uns dias e isso cria ali um momento muito difícil. Espero que tudo corra pelo melhor”.

“Os EUA são um Estado democrata com muita história, mas está muito fraturada, porque pode haver ali uma tentação para, nomeadamente o candidato que perder for Donald Trump, de poder começar a dizer que tudo é uma fraude e que ganhou. Espero que isso não aconteça, porque é muito mau para a democracia e poderia criar grandes fraturas nos EUA”, alerta.

Já sobre as Eleições Regionais dos Açores, em que o PS venceu as eleições, mas sem maioria absoluta, e em que os partidos à direita - PSD, CDS, CHEGA, IL e PPM têm mais mandatos (29) do que os partidos à esquerda (28) – PS, BE e PAN, esta segunda-feira, o presidente do PSD-Açores, acompanhado pelos lideres do CDS e do PPM na região, anunciou esta segunda-feira um princípio de acordo para a formação de um Governo na região. O presidente do CHEGA, André Ventura, admite que o partido poderá viabilizar governo do PSD nos Açores, mas sem integrar o executivo. Foi ainda noticiado que o PSD açoriano estaria a negociar o apoio parlamentar do CHEGA, algo que não foi confirmado nem desmentido pelo presidente do PSD nacional, Rui Rio.

Sobre este possível acordo entre PSD e CHEGA nos Açores, na opinião de Carlos Zorrinho “é um risco grande para o PSD”, dando o exemplo do Partido Popular em Espanha, que para governar a Andaluzia, fez um acordo com o VOX e que “neste momento tem tido imensos problemas”.

“Se PSD e CHEGA chegarem a acordo e se governarem creio que não vai correr bem, mas é um direito que lhes assiste, pelo menos enquanto o CHEGA for aceite constitucionalmente como um partido legitimo”, afirma o socialista.

Já comparando esta situação ao que ocorreu em 2015, com a formação da “Gerigonça”, o socialista sublinha que “é uma questão diferente. (…) Como sabe, em 2015, Passos Coelho é que fez primeiro Governo e depois foi chumbado na Assembleia da República. A nossa Constituição não prevê que o líder do partido mais votado é quem forma Governo, mas sim que o Governo não pode ter uma moção de censura na Assembleia da República e o mesmo funciona assim nos Açores. São regras constitucionais que temos há muitos anos e que podem ser aplicadas. O que é aqui de diferente é que temos um partido que não se revê na Constituição, que de qualquer maneira o aceita”.

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