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Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 10 Nov. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 10 de novembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário as novas medidas do Estado de Emergência, a adjudicação da obra do novo Hospital Central do Alentejo e as eleições nos Estados Unidos da América que culminaram com a vitória do candidato democrata, Joe Biden.

Desde segunda-feira, dia 09 de novembro, que Portugal se encontra em Estado de Emergência, com medidas mais restritivas em 121 concelhos do país, de forma a tentar travar a pandemia. Questionado se estes novo Estado de Emergência é mais uma recomendação refere que “é uma recomendação forte e, mais uma vez, procurando conjugar o controlo sanitário, portanto, não deixar morrer pessoas, mas também não deixar morrer negócios, sonhos, empreendimentos, economia, empregos e por isso esta lógica de recomendação”.

O socialista afirma que “temos de pouco a pouco ir achatando a curva, porque há dois pontos que não podemos tocar: um é matar a nossa economia; o outro é não termos capacidade de resposta no SNS. São dois objetivos difíceis de atingir”.

Sobre as declarações de João Gouveia, presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, onde refere que no início de dezembro estes serviços entrarão em colapso, Carlos Zorrinho explica que “essas previsões são baseadas numa linha de que nada muda e precisamos de ser nós a mudar e muita gente já sofreu com isso, imagino como se sentem os proprietários dos restaurantes que vão ter menos clientela, mas é uma situação em que todos temos de sofrer um pouco para ultrapassarmos esta vaga e esperemos que não haja uma terceira, porque como sabemos começa a haver alguma expectativa e alguma esperança de que comece a haver uma vacina que nos possa afastar desta catástrofe enorme que assolou todo o mundo”.

Esta segunda-feira o Primeiro Ministro esteve em Évora para a assinatura do contrato de adjudicação do novo Hospital Central do Alentejo. No seu discurso, António Costa refere que não será possível passar pela pandemia “sem dor”. Relativamente a estas questões, o eurodeputado afirma: “Não há nenhum país que tenha conseguido. (…) temos de minimizar a dor, temos de ultrapassar esta situação e uma das coisas importantes é que temos de dar resposta já”.

Sobre a adjudicação do novo hospital em Évora, afirma ser “uma excelente notícia”.

“É muito importante que esse hospital se faça, porque será um hospital de nova geração e será um hospital com uma capacidade de acompanhar toda a região, muito importante para o Alentejo reforçar os cuidados de proximidade”, frisa.

Este novo Hospital Central do Alentejo está previsto estar concluído até ao final de 2023, no entanto, há ainda questões a tratar, como as acessibilidades e parte do financiamento. O socialista sobre as acessibilidades refere ser “uma questão crítica” e afirma que “é uma atitude que, infelizmente, é normal nas câmaras da CDU que é acharem que não têm de ser parte das soluções” Sobre o financiamento refere: “julgo que não vai haver problema”.

Por fim, sobre as eleições nos Estados Unidos e os resultados das mesmas onde Joe Biden se tornou o 46º Presidente com Trump a afirmar que irá haver um processo judicial por acreditar que houve fraude fiscal, Carlos Zorrinho acredita que “que Donald Trump esperava ter neste momento os Estados Unidos a ferro e fogo, com os seus grupos organizados, isso não tem acontecido, têm havido algumas coisas, mas fundamentalmente os Estados Unidos têm estado em festa e acho que esse facto é um indicador que nos permite ter esperança que os Estados Unidos voltem a ter como presidente, aquilo a que eu chamei e acho que é fundamental, um homem que decente, com causas, com princípios, com experiência, com uma história de vida muito rica, uma pessoa em que o mundo coloca os olhos”.

No entanto, apesar da derrota, sendo que só deixará o cargo a 20 de janeiro, Donald Trump continua ativo na governação, estando a demitir membros do Governo. Sobre estas ações Carlos Zorrinho garante que “será assim até ao fim”.

“Esperemos que haja bom senso, que alguns republicanos comecem, em certa medida, a retirar algum apoio, mas Donald Trump não desaparecerá. Penso que perdeu capital positivo nestes últimos dias por não ter sabido assumir que teve uma derrota muito honrosa, porque ele teve mais votos que algum partido americano já tinha tido para ser eleito e Joe Biden teve ainda mais. Houve um afluxo às urnas muito elevado”, frisa.

Sobre o futuro para o novo presidente do Estados Unidos afirma que “nesta fase é muito importante criar uma coligação de Governo forte que permita marcar um ponto de viragem na América e que permita conter qualquer reação menos esperada de Trump. Joe Biden e Kamala Harris têm um grande desafio pela frente”.

 

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