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Comentário Semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 05 Jan. 2021

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no comentário esta terça-feira, dia 05 de janeiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a proposta do Governo para o aumento de 20 euros no salário mínimo da função pública, as alegadas falsas informações que o Governo deu ao Conselho da União Europeia para justificar a escolha do procurador europeu José Guerra em vez de Ana Carla Almeida, o falecimento do esculturo João Cutileiro, os surtos de COVID-19 nos lares e ainda as mais recentes sondagens que colocam o PS e o PSD com 13% de diferença.

Sobre a proposta do Governo aos sindicatos da função pública de um aumento de 20 euros brutos na remuneração mais baixa, para os 665 euros, igualando assim o salário mínimo no público e no privado e o facto de os sindicatos referirem que ainda é insuficiente este aumento, Carlos Zorrinho afirma: “é expectável que os sindicatos peçam mais”. O eurodeputado refere que se tem “de aceitar os recursos que temos de uma forma equilibrada com o equilíbrio com o salário mínimo nacional” e que se tem vindo a fazer “um percurso sustentado” para aumentar os salários e por isso deve-se continuar a “perseguir esse caminho, mas com ponderação”.

Recentemente gerou-se uma polémica com o procurador europeu, pois o Governo, alegadamente, terá dado informações falsas ao Conselho da União Europeia sobre currículo de José Guerra para justificar que era melhor do que a nomeada Ana Carla Almeida, que tinha ficado em primeiro lugar no concurso organizado por um comité de peritos internacional com critérios comuns aos vários países. Portugal foi um dos três países que não aceitou a decisão do Comité de Seleção Internacional e apresentou outro nome, alegando maior competência. O caso já tinha dado origem a polémica e agora adensa-se com a informação, avançada pela SIC e pelo Expresso, de que o Governo forneceu dados curriculares falsos em carta enviada ao secretário-geral do Conselho da União Europeia.

Sobre esta polémica explica que “o Governo tem a faculdade de poder, de forma fundamentada, fazer a escolha e propor quem representa Portugal”. No entanto, sobre os documentos considera que estes lapsos foram “lamentáveis”, mas “o facto de os documentos não estarem corretos não invalida a competência do Governo fazer a escolha”.

Na sequência desta polémica Miguel Romão, diretor-geral da Política de Justiça, já se demitiu. Questionado sobre esta demissão, Carlos Zorrinho diz que “tem a ver com o facto de alguém ter de assumir a responsabilidade por terem seguido informações que não eram as adequadas”.

Sobre o falecimento do escultor João Cutileiro, o eurodeputado recorda-o como “um homem irreverente, curioso e comprometido. Desafiava-nos sempre e deixou muitas marcas por todo o país”.

Relativamente aos surtos em lares por todo o país e no Alentejo que contabiliza atualmente 22, afirma ser “muito preocupante”, mas vê a chegada da vacina como “uma luz ao fundo do túnel” e como uma “vitória contra esta batalha que ainda está muito difícil”.

Por fim, relativamente às sondagens que colocam o PS (38,5%) e o PSD (25,4%) com uma diferença de 13%, o socialista afirma que “as pessoas percebem que quem Governa erra, mas a pressão e o contexto de dificuldade desta altura é muito elevado e os partidos da oposição deixaram de ser solidários e podiam ter-se focado a fazer propostas construtivas/alternativas à maneira como o Governo está a gerir o impacto económico, social e sanitário da pandemia, mas pelo contrário parece que se vive num mundo à parte e isso as pessoas não entendem”.

Carlos Zorrinho refere ainda as eleições presidenciais que acontecem a 24 de janeiro e faz um apelo contra a abstenção referindo que “as sondagens não elegem ninguém. Se as pessoas não forem votar, o candidato que está à frente ou que está em terceiro ou quarto não ficarão nesse lugar. A sondagem que conta é a oficial, é a de quem vota”.

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