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Comentário Semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 26 Jan. 2021

Carlos Zorrinho, eurodeputado do Partido Socialista, fez hoje no seu habitual espaço de comentário semanal na Rádio campanário, a análise aos resultados eleitorais das Presidenciais de domingo.

Carlos Zorrinho começou por considerar uma “boa surpresa” o nível de participação do eleitorado, já que “permitiu que a abstenção fosse menor do que em 2016 ou do que na reeleição de Cavaco Silva, por exemplo”. o eurodeputado considera que a afluência às urnas dos cidadãos foi ainda importante porque “mostra uma afeição dos portugueses com a democracia, legitimando ainda mais os resultados”.

Quanto aos resultados eleitorais, o eurodeputado e comentador da Rádio Campanário, considera que os 60,7% conquistados por Marcelo Rebelo de Sousa refletem a “aprovação da atitude de convergência institucional entre o Presidente reeleito e o Governo nos momentos difíceis que estamos a viver”, ao mesmo tempo que “reforçam a capacidade do Governo e do Presidente da República para continuarem a cooperarem com todos os portugueses, mobilizando-os para responderem à pandemia”.

André Ventura conquistou nesta eleição presidencial 11,9% a nível nacional. Em todo o Alentejo foi o segundo candidato mais votado. Carlos Zorrinho acredita que “apenas 1% desta votação corresponde a um voto ideológico no candidato apoiado pelo Chega”, enquanto os outros 10% são “votos de descontentamento de quem se sente abandonado pelos governos”. Para o Eurodeputado “acabou o que era uma exceção muito boa em Portugal e entrámos em linha com todos os países europeus onde há partidos de extrema direita e de natureza xenófoba”.

O segundo lugar de André Ventura em todo o Alentejo é para Carlos Zorrinho fruto de “um problema demográfico muito grande”. “Independentemente dos grande progressos e investimentos feitos pelo Governo do Partido Socialista em infraestruturas na região, as pessoas ficaram perdidas, sentem-se abandonadas e manifestaram o seu descontentamento”. “A maior parte dos eleitores não votaram por serem antidemocratas, mas porque têm as suas razões de queixa e os políticos têm de pensar como vão responder a estas razões de queixa”, diz ainda Carlos Zorrinho.

Carlos Zorrinho não reivindica uma vitória para o PS nestas eleições e diz que os grandes vencedores foram Marcelo Rebelo de Sousa e André Ventura, que “reforçou muito a sua posição”. Já Marisa Matias terá sido para o eurodeputado a grande perdedora da noite de domingo, tendo pagado “o preço da não aprovação do orçamento de estado e ter saltado do barco da maioria de esquerda que governa o país”.

Finalmente, sobre o valor dos resultados de domingo numas futuras legislativas, Carlos Zorrinho pensa que “é muito cedo para fazer prognósticos, já que ainda não sabemos como vai terminar o processo da pandemia e como vai o país conseguir recuperar económica e socialmente”. “No imediato, o que se pode dizer é que se os eleitores não quiserem correr o risco de terem o Chega no poder terão de votar no Partido Socialista”, acrescenta Carlos Zorrinho.

 

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