23 Set. 2021
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Alentejo

Comentário semanal, do eurodeputado Carlos Zorrinho, aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 13 Jul. 2021

Na revista de imprensa de hoje, dia 13 de julho, contámos com o habitual comentário habitual do eurodeputado do PS, Carlos Zorrinho.

No comentário de hoje, os temas abordados foram: o início das negociações do Orçamento de Estado, tendo o governo deixado o Bloco de Esquerda das negociações iniciais; as críticas feitas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao Plano de Recuperação e Resili e ainda a nomeação polémica do novo chairman do Banco de Fomento.

Em relação ao primeiro tema, o Eurodeputado Carlos Zorrinho começou por referir que as negociações do Orçamento de Estado “vão ser uma intensa maratona sendo do interesse do País, numa altura em que temos os instrumentos necessários para recuperar, especialmente do ponto de vista económico e social.”

O nosso comentador descreve ainda “como muito difícil este período de dois anos “esperando “que haja um consenso alargado do ponto de vista das políticas e do seu financiamento.” Quanto ao facto do governo ter começado as negociações, primeiro com uma determinada força política e não com outra, Carlos Zorrinho adiantou “faz parte do processo negocial e é normal que não se junte tudo ao mesmo tempo. Vai-se construindo e vão-se construindo pontes, equilíbrios e naturalmente o governo vai ouvir toda a gente e no final vai procurar ter uma maioria para aprovar o orçamento que no fundo é o fundamental para o país.”

Por último e ainda sobre esta matéria, o Eurodeputado referiu “nos últimos tempos o Bloco de Esquerda tem andado um pouco afastado, sendo proclamado nas suas intervenções é por isso normal que se comece a constar com quem está mais comprometido com o desejo de chegar a bom porto mas não tenho dúvida que o BE será convidado a negociar.”

No que diz respeito ao segundo tema, as críticas levantadas pelo Presidente da República, ao Plano de Recuperação e Resiliência, o eurodeputado Carlos Zorrinho começou por dizer “é normal que haja uma expressão pública na sociedade portuguesa”. Na sua opinião, apesar da discussão feitas pelas entidades públicas sobre o PRR, Carlos Zorrinho considera importante “que a discussão saia para a sociedade civil porque está em jogo muito dinheiro e está em jogo também a possibilidade de nós darmos um salto estratégico” considerando ainda que o rumo está “bem traçado.”

“Hoje em dia já não faz sentido elaborar planos a 5, 7 ou 10 anos porque o rumo muda muito rapidamente e nós temos que nos adaptar “adiantou ainda sublinhando, mais uma vez, que o importante é “recuperar o país, torna-lo mais justo e convergente, torna-lo menos fraturado do ponto de vista demográfico e inter-regional.”

No que diz respeito ao último tema abordado, a nomeação polémica do novo chairman do Banco Português de Fomento, Vítor Fernandes, dada a sua proximidade a Luís Filipe Vieira, enquanto foi administrador do Novo Banco, o eurodeputado Carlos Zorrinho referiu “Vítor Fernandes era um administrador, um gestor bancário reconhecido. Agora que Luís Filipe Vieira está a ser interrogado por procedimentos menos corretos, é preciso perceber se esses procedimentos estão de alguma forma ligados com a ação deste gestor bancário.”

Sobre esta matéria, Carlos Zorrinho referiu ainda “a opinião do Banco de Portugal e a reconfirmação da idoneidade de Vítor Fernandes, é o caminho certo.”

Termina dizendo “o caminho certo é suspender, é ouvir, o que tem a dizer o Banco de Portugal; se o BP disser que a idoneidade deste gestor se mantém, não há razão para que esta nomeação não seja feita; se, pelo contrário, esta idoneidade não for reconfirmada, então não deve haver hesitações em não nomear Vítor Fernandes.”

 

 

 

 

 

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