05 Jul. 2022
Augusta Serrano
Ecos da Planura
09:00-11:00

Comentário semanal do Eurodeputado Carlos Zorrinho, aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa Escrito por  05 Abr. 2022

Na revista de imprensa de hoje, dia 5 de abril, contámos com o habitual comentário do Eurodeputado do PS, Carlos Zorrinho. Foram abordados os temas: contestação por parte da oposição do Programa do Novo Governo, a previsão de durabilidade da guerra na Ucrânia e o massacre na cidade ucraniana de Bucha.

No que diz respeito ao primeiro tema, a contestação por parte da oposição do Programa do Novo Governo, Carlos Zorrinho começou por dizer que, "neste momento há um nível de incerteza muito grande", devido à invasão Russa à Ucrânia, como tal, "apresentar o programa do Governo tal como foi apresentada, ou fazer um outro tipo de proposta, a possibilidade de não se acertar naquilo que são as necessidades é igual," devido à incerteza. 

Sobre a reação da oposição, Carlos Zorrinho referiu que "o que a oposição deveria, e é isso que eu esperava da oposição, era ter uma atitude flexível, como aliás o Governo também, para perceber que este é um programa que vai ter que ser ajustado, em cada momento e em cada circunstância, aquilo que for a evolução da guerra e a evolução do mundo em função da guerra."

Questionado sobre se na sua opinião o programa devia ter sido reformulado, o Eurodeputado do PS responde "não", explicando que na sua opinião "não há nenhuma base para fazer a reformulação do documento. O documento é um documento base, e deve é haver uma abertura para ele poder ir sendo adaptado às circunstâncias."

No que diz respeito à duração da guerra, tomando como base a opinião do autarca de Mykolaiv, Oleksandr Syenkevych, que estima que a guerra dure “pelo menos um ano” e só acabe “se Putin morrer, for morto ou matarmos as tropas russas”, Carlos Zorrinho referiu que tal como na pandemia, não vale apena fazer previsões. O Eurodeputado referiu que "há tanta informação e há tanta desinformação, que acho que fazer previsões desse tipo, essa é a opinião do autarca, há outras opiniões diferentes."

Sobre este conflito armado "o que nós devemos é fazer um esforço enorme, nomeadamente, um esforço de apoio à posição da defesa da soberania da Ucrânia, de apoio aos ucranianos para fazer face à invasão, de maneira a que a Federação Russa se sinta constrangida a por fim à guerra o mais depressa possível."

No que diz respeito ao último tema abordado sobre a guerra, o massacre que ocorreu na cidade de Bucha, Carlos Zorrinho referiu que tanto o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Secretário de Geral das Nações Unidas, António Guterres pediram "uma investigação independente," e na sua opinião, "é muito importante uma investigação independente muito rápida, porque agora vai haver muita informação e contra informação. Vimos os Russos a dizer que afinal não foram eles, e os ucranianos a dizer que foram. Parece-me muito estranho que sejam os ucranianos a matar os próprios cocidadãos, mas é preciso uma investigação independente e rápida," sublinhando que "depois, é preciso que quem cometeu esses crimes seja julgado com um peso forte porque é intolerável o que se sucedeu."

 

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