05 Jul. 2022
Augusta Serrano
Ecos da Planura
09:00-11:00

Comentário semanal do Eurodeputado Carlos Zorrinho, aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa Escrito por  19 Abr. 2022

Na revista de imprensa de hoje, dia 19 de abril, contámos com o habitual comentário do Eurodeputado do PS, Carlos Zorrinho. Foram abordados os temas: a opinião de especialistas sobre o OE de 2022 que dizem que a única preocupação do governo é reduzir o défice e a dívida, a questão do crédito ter disparado a níveis pré-covid e a questão do FMI considerar que as empresas com maiores lucros possam vir a ter que pagar mais impostos.

Relativamente ao primeiro tema, o nosso comentador começou por dizer que “este orçamento é um orçamento que contém muitas medidas de carácter social e foi um orçamento reforçado, apesar de as alterações face ao orçamento anterior mão serem muitas.” O eurodeputado do PS sublinhou ainda “estamos num momento de enorme incerteza do ponto de vista das contas públicas e da economia em geral” acrescentando igualmente que “estamos sob uma pressão inflacionista que em Portugal não tem sido tão forte face a outros países, como por exemplo Espanha.”

Para Carlos Zorrinho “todo o cuidado que não se tiver no controlo do equilíbrio orçamental vai-se refletir na subida das taxas de juro para Portugal se poder financiar, porque os mercados vão tomar isso em consideração.”

“Qualquer subida nas taxas de juro no financiamento da república terá impacto em tudo o resto, nomeadamente nos empréstimos de crédito habitação dos portugueses” acrescentou.

O Eurodeputado do PS refere ainda “é preciso ter muita atenção em termos desta ponderação social; é preciso evidenciar esforços para aplicar estas medidas sociais mas ao mesmo tempo é preciso manter este equilíbrio do ponto de vista orçamental para que ele não venha a provocar um dano social de uma forma colateral.”

No que diz respeito ao segundo tema, o facto do crédito ter disparado a níveis pré-covid, o Eurodeputado do PS referiu “este sinal pode ser lido de duas maneiras: poderá ser um sinal de dificuldade e em muitos casos possivelmente será; noutros casos é também um sinal de confiança na recuperação da economia, nomeadamente no final da pandemia.”

Para Carlos Zorrinho “o facto de o crédito estar a aumentar tanto é mais uma razão para termos cuidado com o controlo das taxas de juro, das contas públicas e uma atenção muito forte à inflação.”

Por último e no que diz respeito ao terceiro tema, o facto do FMI considerar que as empresas com maiores lucros possam vir a ter que pagar mais impostos, Carlos Zorrinho referiu “quando existe uma catástrofe, um problema complicado, uma situação difícil o estado, nós todos, através dos nossos impostos podemos e devemos apoiar as empresas, e fizemo-lo muitas vezes”.

Para o Eurodeputado do PS “isso é normal pois apoiar as empresas é apoiar a economia, é apoiar a riqueza do país, é apoiar a manutenção de postos de trabalho” acrescentando, contudo que, se numa determinada situação, favorável a que as empresas aumentem os seus lucros, “também é normal que as empresas possam contribuir para o bem comum.”

“Eu acho que esse equilíbrio é importante, tal como nós todos devemos estar disponíveis para apoiar as empresas também estas devem estar disponíveis para apoiar a sociedade, quando necessário e em situações excecionais” concluiu o Eurodeputado do PS Carlos Zorrinho.

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