Revista de Imprensa

Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 05 Nov. 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 05 de novembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o impacto da WebSummit, as consequências de uma possível crise orçamental, a ascensão mediática dos partido Livre e Chega, a situação da Catalunha, o desbloqueio do aeroporto do Montijo e ainda a operação Marquês.

Relativamente á WebSummit, o eurodeputado refere que “é muito bom para a reputação de Portugal, não conta apenas aquilo que os estrangeiros vão gastar, mas conta a vontade de cá voltarem, conta a vontade de investir”, acrescentando que “significa uma grande confiança na nossa capacidade de organização, na nossa segurança, na nossa capacidade de sermos o centro de grandes eventos”.

Para Carlos Zorrinho “cada vez mais os serviços públicos vão ser ajudados pelas novas tecnologias”.

Quanto á ausência de António Costa explicou que “não esteve na abertura do WebSummit porque esteve num encontro para garantir que os fundos estruturais até 2027 continuam a permitir concretizar politicas importantes para o país”.

Relativamente às possíveis crises orçamentais do Governo, Carlos Zorrinho começa por alertar que “os tempos não estão muito bons para adivinhadores”.

O eurodeputado refere que “se a economia global estiver sustentada eu estou convencido que este é um governo para quatro anos”.

Para Carlos Zorrinho “em cinco dias, em dez dias os cenários podem mudar completamente, acho que devemos trabalhar e pensar que a estabilidade é muito importante, este é um governo para 4 anos sendo que em qualquer momento podem haver circunstâncias que levem a que haja eleições, é esse o sentido da democracia”.

Questionado pela RC quanto á ascensão dos novos partidos Livre e Chega, Carlos Zorrinho considera que “há claramente um efeito novidade e é obvio que as pessoas têm curiosidade”.

O eurodeputado considera que “é um estado de graça, é um efeito surpresa” e conclui “fazer um discurso de três minutos ou de 5 minutos, é muito fácil para qualquer novo deputado, depois manter ao longo da legislatura alguma coerência é diferente”.

Naquilo que concerne á problemática da Catalunha, o eurodeputado considera que “as sociedades hoje estão muito fraturadas, estão muito crispadas, as próprias redes socias, a velocidade da comunicação, há cada vez menos moderados” lembrando que “a solução não é gritar, é construir, é ser pragmático” acrescenta ainda que ““espero que o bom senso venha a resolver esta questão mas acho que de qualquer maneira, mais cedo ou mais tarde a Espanha terá que fazer uma pequena alteração constitucional que permitirá maior autonomia á Catalunha”.

No que ao desbloqueio do aeroporto do Montijo diz respeito, Carlos Zorrinho refere que “já vamos partir muito atrasados” e que “é um grande estrangulamento ao nosso desenvolvimento a ausência do aeroporto” revela que “ao longo dos anos os contratos que os vários governos foram fazendo, foram tornando muito difícil que Beja se afirme como essa alternativa” e deixa um alerta “é um ativo que temos tido parado porque há muito preconceito em relação a Beja”.

O eurodeputado terminou o seu comentário semanal a esta estação emissora, abordando a Operação Marquês e a audiência a José Sócrates. Carlos Zorrinho considera que “é muito importante que termine depressa, o julgamento na praça pública foi feito muito antes do julgamento na justiça”.

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