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Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 08 Out. 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 8 de outubro, abordou aos microfones da Rádio Campanário os resultados das eleições legislativas em Portugal.

Carlos Zorrinho começa por referir que “uma das questões mais importantes em democracia é os partidos conseguirem ler a vontade do povo”, acrescentando que “os portugueses foram muito claros, quiseram reforçar o partido socialista que passa a contar com 106 deputados, mas mostra também que gostam da ‘geringonça’, pois não deram a hipótese ao partido socialista de governar sozinho”.

Para o eurodeputado “o que povo disse ao PS foi, sim tu governas, mas tens de continuar a trabalhar com aqueles partidos mais progressistas”.

Carlos Zorrinho considera que “a bola agora está do lado desses 4 partidos, e se eles n quiserem viabilizar uma solução com o partido socialista não estão a entender aquilo que foi a mensagem dos portugueses”.

A ideia de uma coligação com apenas um partido, nomeadamente BE e CDU “parece estar posta de parte”, considera Carlos Zorrinho, acrescentando que “o que está em questão é um governo socialista com garantia de estabilidade governamental”.

O eurodeputado considera que “o programa do governo não precisa de ser aprovado, basta que ninguém apresente uma moção de censura, o importante é garantir uma estabilidade que permita aprovar os orçamentos de estado”.

Carlos Zorrinho considera que “vamos ter legislações aprovadas com uns e legislações aprovadas com outros, faz parte da democracia”. Para o eurodeputado “António Costa não pode forçar os partidos a aceitarem apenas as usas ideias”, lembrando ainda assim que “o partido socialista sozinho tem mais votos que toda a direita”.

Na sua opinião “era melhor para o país se se conseguisse estabelecer desde já um acordo para 4 anos”, no entanto “se não se conseguir garantir esse acordo, certamente que o PS não irá trair os seus eleitores”.

O eurodeputado considera que “existe uma forte probabilidade de termos mais 4 anos de estabilidade, que é fundamental a todos os níveis”, acrescentando que “quanto maior for a base social de apoio mais forte será o governo”.

Carlos Zorrinho afirma que “não se pode excluir ninguém das negociações, mas se alguém se auto excluir a vida continua”, para o eurodeputado “tal como nos 4 anos anteriores existirão propostas que serão aprovadas com os diferentes partidos”, no entanto “penso que com o Chega não iremos aprovar nada”.

Depois de os portugueses terem mostrado a sua vontade nas urnas, Carlos Zorrinho considera que “caso o BE e a CDU não viabilizem os orçamentos de estado do PS, mostram que não estão a interpretar a vontade dos portugueses”, no entanto o eurodeputado considera que “situações como as que se vivem em Espanha estão completamente afastadas”.

Carlos Zorrinho refere ainda que “a abstenção é preocupante, temos de testar outros métodos”, deixando o seu desejo para “que tenhamos mais 4 anos de emprego, estabilidade, crescimento e contas certas”.