Comentário Semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário(com som)

Revista de Imprensa 29 Dez. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu último comentário de terça-feira deste ano, abordou aos microfones da Rádio Campanário o ano de 2020 em retrospetiva, desde a pandemia que assolou o mundo à vacinação a decorrer este mês, mas também perspetivou o ano 2021, nomeadamente a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

Questionado a refletir e a dar um balanço acerca do ano de 2020, o eurodeputado declara que, "foi um ano muito desafiante do ponto de vista sanitário. Logo no inicio de janeiro começou-se a falar da possibilidade de haver um vírus complexo, mas só em março tomamos perfeita noção daquilo que era o grande desafio que tínhamos perante nós," reflete Carlos Zorrinho.

O socialista lamenta os falecimentos e todas as repercussões sentidas com esta pandemia. "A humanidade penso que resistiu", afirma, "e a parte boa é que no final deste ano acendem-se luzes de esperança com a vacinação."

O eurodeputado, celebra, à margem da pandemia, a vitória “quase confirmada” sobre o populismo de Donald Trump nos EUA, que acredita terem um impacto muito grande na nossa vida quotidiana. Também celebra o fim das negociações do Brexit no Reino Unido, que se “regulou à última da hora”, afirma o eurodeputado.

Em retrospetiva ao ano de 2020, o eurodeputado Carlos Zorrinho, afirma que, “foi um ano marcado por um grande desafio natural à humanidade.” Continua que, “em alguns casos destapou a panela das desigualdades e das iniquidades que há na nossa sociedade. Por outro lado, também despertou algumas das coisas positivas que há na humanidade e nas instituições que nós temos.”

Em vislumbre para o ano de 2021, Carlos Zorrinho admite que, “só podemos olhar com esperança”. No entanto, o eurodeputado avisa que, “um dos riscos grandes desta euforia com a vacinação, é nós pensarmos que já não temos que ter os cuidados normais que temos. Aliás, há agora estirpes do vírus que parecem ser mais transmissíveis, portanto, temos que continuar todos [com os cuidados], para não morrermos na praia.”

Questionado acerca da atenção mediática e pública em torno da chegada das vacinas a Portugal, o socialista considera que “é muito mediático aquilo que vivemos. Aquilo que mais interessava aos portugueses era efetivamente a chegada da vacina.”

“Por outro lado, acho que foi muito importante que a vacinação tivesse começado pelos profissionais de saúde. Porque isso sim estabelece a confiança na vacina”, esclarece o eurodeputado.

Carlos Zorrinho diz que,” as pessoas que mais responsabilidade e mais conhecimento têm, vacinaram-se. Assim, explica, “foi um exemplo pessoal, mas também uma demonstração de confiança. Se eu sou médico ou especialista e me vacino, é porque confio na vacina. O mais importante foi mesmo isso, se eles sabem, se eles conhecem e se eles se vacinam, é porque, de facto, a vacina tem um balanço positivo.”

Confrontado com o conflito de segunda-feira entre a PSP e a GNR, na chegada das vacinas ao Hospital de Évora, que já envolveu o Ministro da Administração Interna a instaurar um inquérito sobre o sucedido, o eurodeputado afirma que “eu percebi perfeitamente o que aconteceu.”

“A GNR tem a sua responsabilidade sobre os espaços não-urbanos e a PSP sobre os espaços urbanos, e há ali uma fronteira” esclarece. O socialista acredita que falta uma articulação das forças de segurança e articular as políticas para que não sucedessem conflitos deste género.

Em perspetivas para o ano de 2021, e questionado acerca da distribuição do orçamento europeu que irá chegar a Portugal, o eurodeputado afirma que, “nós temos dois grandes desafios. "O desafio da vacinação", e, adianta o eurodeputado, sendo que Portugal passará a ser o Presidente da União Europeia, em articulação com a Comissão Europeia, é importante que tenhamos um sistema mais articulado. Temos que ter um papel importante da aplicação no terreno da “bazuca”, não só em Portugal, mas também nos 27 países.”

O outro desafio demarcado pelo eurodeputado, reside na presidência da União Europeia. “Eu destacaria duas coisas fundamentais: uma, o querermos incluir uma dimensão mais social às políticas europeias. Haverá uma cimeira social no Porto, em Maio, onde Portugal prosseguirá com as políticas da UE contra as alterações climáticas, o elemento digital, mas queremos pôr uma marca forte de dimensão social no combate às desigualdades.” Em segundo, um novo relacionamento da União Europeia com mais cooperação.”

Em relação ao acordo comercial entre a União Europeia e o Reino Unido, o eurodeputado frisa que, “é importante que o Reino Unido continue a ser um parceiro comercial da UE, como com Portugal também. Mas o Reino unido não terá, a partir de agora, as mesmas vantagens que tinha antes de ter saído. E isso também tem que ficar claro, porque ser parte da União Europeia é um património muito valioso.”

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