30 Set. 2022
Augusta Serrano
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Alentejo

Comentário semanal do Eurodeputado João Pimenta Lopes, aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

João Pimenta Lopes, Eurodeputado do PCP João Pimenta Lopes, Eurodeputado do PCP
Revista de Imprensa Escrito por  27 Jul. 2022

Na revista de imprensa de hoje, 27 de julho, contámos com o habitual comentário do Eurodeputado do PCP, João Pimenta Lopes.

Foram abordados os temas: a possibilidade de mais esquadras da PSP poderem vir a fechar em agosto, o aumento do salário dos professores que Bruxelas impõe e os lucros da GALP no valor de 420 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2022.

Sobre o primeiro tema, o comunista revela que "temos um país com um conjunto de problemas estruturais crónicos para os quais o PCP vem alertando há bastante tempo, entre os quais o desinvestimento nas forças de segurança" e as notícias de hoje são a "expressão do desinvestimento" na formação e na aposta de uma presença de proximidade junto da população. João Pimenta Lopes recorda, também, o encerramento de vários postos da GNR que fecharam, ao longo dos anos, de norte a sul do país. Confrontado com a luz verde dada pelo Ministério da Administração Interna (MAI) para a contratação de novas Equipas de Intervenção Permanente (EIP) que vão reforçar algumas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do país o Eurodeputado do PCP considera que "o país está cansado de afirmações que, depois, não encontram correspondência na realidade", dando como exemplo "as 500 equipas de sapadores que deveriam já estar a atuar e ajudando a mitigar os problemas com que o país, por exemplo, se viu confrontado há duas semanas com incêndios de norte a sul do país". Para o comunista, a comunicação do Governo não corresponde às realidades e isso é verificado em pelas queixas que diversas corporações visitadas pelo PCP fazem e que estão relacionadas com a "a falta de investimento, a falta de apoios e de critérios adequados na alocação de veículos adequados no combate a incêndios".

Sobre a educação, a Comissão quer forçar o Governo a aumentar o salário dos professores num prazo máximo de dois meses, medida que se não for implementada Bruxelas apresentará uma queixa ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Sobre este tema, o Eurodeputado considera que esta "é uma medida há muito reclamada não só pelos professores, mas também pelo PCP", adiantando ainda que os comunistas também se têm batido pelo aumento do número de professores e a redução do número de alunos de ensino, medidas que têm de ser acompanhadas pela valorização das carreiras profissionais. Para o Eurodeputado, aquilo que é curioso é o facto da Comissão Europeia vir colocar exigências a Portugal depois de "exigir cortes nos serviços públicos, também na Educação" e de ter vindo "vindo a promover e a criticar a valorização do Salário Mínimo Nacional e a exigir reformas laborais."

Sobre a GALP que, no primeiro semestre de 2022, somou lucros de 420 milhões o Eurodeputado João Pimenta Lopes considera-os "escandalosos" e afirma que resultam do "aproveitamento que têm vindo a impôr face a esta situação que se está a viver na Europa" decorrentes do conflito armado entre Rússia e Ucrânia. Para combater estes lucros, o comunista defende uma intervenção imediata através da "regulação dos preços dos combustíveis e da energia" e, além disso, exige "um caminho de reversão da liberalização do setor energético e a recuperação do controlo público deste setor", conclui.

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